ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? NÃO SE PÁRAS ESTÁS PERDIDO! Goethe

- ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? - NÃO, SE PÁRAS, ESTÁS PERDIDO! Goethe



quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

silogismo

A caridade (x) está para uma sociedade justa, com direitos sociais (y) como a cunha (x) está para uma sociedade justa e eficiente (y).
x+y=1, sendo y a variante condicionante.
Como gostaria de viver numa sociedade em que x fosse tendencialmente igual a zero!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Estou à espera!


Este blogue onde vou desabafando e expondo o pensamento, acaba por se centrar mais na política do que eu gostaria.
Evito os temas profissionais, os do coração e fica a coisa pública!
Fui rever o movimento no tempo da podridão da fase final socrática! E o meu estímulo para escrever também se esvaeceu nessa altura.
Já tinha dito tudo o que pensava, sabia o que inevitavelmente iria acontecer, restava-me esperar!
Tal como agora! Cada vez mais perto do fim deste pesadelo público, mas cada vez com menos esperança de uma fénix renascida!

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

FP

Proponho a releitura desta entrada com mais de dois anos, ainda o Passos Coelho fazia formação para milhares de técnicos de aeroporto ...
E entretanto ... continua-se mesmo à cega!

Daqui retirei este depoimento:

“Perdona que te moleste con este mensaje, no sé si tu tienes alguna manera de difundirlo. (...) soy enfermera y no se si sabrás que además de que la Comunidad de Madrid quiere privatizar varios hospitales ahora en enero quiere vender al mejor postor 27 Centros de Salud a empresas privadas. Entre ellas pujaran la empresa Capio (acciones de Rato y el marido de la Cospedal), Sanitas y Sacyr Vallehermoso del señor Florentino.

Lo que significara que además de echar a todos los profesionales actuales, reducirán la plantilla, con lo que no se podrá atender igual a vosotros/nosotros: los pacientes.

Tendrán que obtener beneficios como empresas privadas que son, a costa de la salud de los madrileños, con lo cual tendrán que dar menos prestaciones para reducir el gasto. Muchos de nosotros estamos haciendo huelga, manifestándonos. El martes tenemos una nueva manifestación, encerrándonos en los centros; pero nos da mucha rabia y pena que parece que los ciudadanos de Madrid no saben nada, porque nada les dicen."

E porque publico isto?
Porque éexatamente isto que vamos ter dentro de algum tempo!


Já explanei atrás a minha "teoria conspirativa" sobre a narrativa da crise e a sua agenda oculta! 

Porque continuo a crer que estou absolutamente certo assisto ao desenrolar da farsa sem qualquer surpresa.
Ontem o número de Passos Coelho na sua entrevista à TVI, corresponde ao previsto.
Os portugueses assistirão impávidos e bloqueados até não terem mais nada a fazer?


Do mesmo sítio retiro os lúcidos comentários:
Los dos pilares básicos del estado del bienestar son la educación y la sanidad públicas universales y gratuitas. Ambos pilares están siendo sistemáticamente demolidos por la ideología y los intereses que hoy controlan nuestro país. Nos dicen: no tenemos pasta (porque se la damos a los bancos que esa ideología y esos intereses arruinaron), así que para salvar al sistema hay que amputar al sistema. Me recuerda a las sangrías que hace siglos prescribían los médicos, una práctica perfecta para matar al paciente. Nos dicen: para salvar la sanidad hay que reformarla. Es decir: privatizarla. Y así, poco a poco, acabarán consiguiendo que lo que era un derecho fundamental y una conquista acabe convirtiéndose, en el mejor de los casos, en caridad. 
(...)
¿Sabéis cuál es la mejor forma de violar a alguien, hombre o mujer, sin que se resista? Asustándole lo suficiente.
(...) el eje de la cuestión, es que, en el pasado, la gente que iba a sufrir las consecuencias de determinadas políticas no hizo nada. Actuaron como ovejas camino del matadero. Tanto entonces como ahora.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

MST, o imprevidente!

Miguel Sousa Tavares, quase podia ser o meu alter-ego não fosse uma certa propensão para o facilitismo e o populismo, que o assaltou sobretudo desde que abraçou a carreira de opina-sobre-tudo do nosso espaço mediático. Não é que eu não tenha essa tendência, mas não estando sujeito à pressão de opinador profissional, tento-me resguardar.
Ora MST no Expresso deste fim de semana, publica a sua crónica "Contra argumentos não há factos", onde envereda por um estilo à la Marcelo (encontrou umas velhotas na rua, coisa e tal) e um conteúdo à Relvas! Isto é, mentiroso ou ignorante, ou uma mistura dos dois ...
E se o estilo é dele, vamos aos factos que anulam os seus argumentos!
Argumenta genericamente que descontando uma pessoa 10% do seu salário para a segurança social, se descontou 40 anos só assegurou 4 anos de reforma! Tirando que infelizmente nem assim é, pois a SS segue uma política de chapa ganha, chapa gasta, a verdade é que a contribuição mensal por trabalhador é de 34,5% do rendimento (MST referia-se estou em crer, ao seu caso pessoal de trabalhador independente!).
Ora perante este facto, podemos dizer que "amealha" diretamente ao longo de 40 anos para quase 14 anos de reforma!
O segundo argumento falso, é que parte deste dinheiro era gasto em custos de doença! Não sei se referiria apenas aos subsídios de doença, mas era pelo menos insinuado que se falava dos custos médicos. Ora os custos médicos saem exclusivamente do Orçamento de Estado para o qual desconta por via dos impostos, primeiro como trabalhador no ativo e depois como reformado!
Em conclusão, a sustentabilidade da SS é um assunto sério, que tem de ser discutido publicamente, mas não ao nível de taxista!
O MST que se cuide - se não descobre um filão como o do Marques Mendes (porta voz oficioso!) ainda fica desempregado!


Rosen Asenov Plevneliev, 48 anos, presidente da Bulgária desde Janeiro de 2012, depois de ter sido ministro do desenvolvimento regional e obras públicas.
Vitor Gaspar, 52 anos, ministro das Finanças de Portugal desde Junho de 2011, depois de ter sido consultor do Banco de Portugal.
De que caverna saiu esta gente?


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Elogio e lembrança para Passos Coelho!


Ficheiro:François Hollande (Journées de Nantes 2012).jpg

Caro Pedro:
Agora que já passou a polémica sobre a visita da chanceler alemã, queria-te dar os parabéns por teres iniciado por ela a recepção dos líderes dos países da UE.
É que fosse qual fosse o critério utilizado - ordem alfabética, ordem de adesão, primeiro as senhoras, país com maior pib - tinhas sempre de começar por ela!
Dado o primeiro passo, não podes nem deves parar - como dizia Goethe "se paras estás perdido!".
Tens é de definir o critério da ordem da visita. Eu sugeria-te a alfabética que despertará menos susceptibilidades, mas para o caso de preferires a antiguidade eu coloquei entre aspas a data de adesão para te facilitar o trabalho!


Alemanha(1952) - já está!, Áustria (1995). Bélgica(1952), Bulgária (2007), Chipre (2004), Dinamarca (1973), Eslováquia (2004), Eslovénia (2004), Espanha (1986), Estónia (2004), Finlândia (1995), França (1952), Grécia (1981), Hungria (2004), Irlanda (1973), Itália (1952), Letónia (2004), Lituânia (2004), Luxemburgo (1952), Malta (2004), Países Baixos (1952), Polónia (2004), Portugal (1986), Reino Unido (1973), República Checa (2004), Roménia (2007), Suécia (1995).

Reata-te definir a periodicidade das visitas - se acreditares que vais ter mandato até ao fim, ainda te dá tempo para uma por mês! Mas sinceramente recomendava-te pelo sim pelo não, uma visita por semana! É mais previdente e mesmo assim tens ocupação para mais de seis meses!
Penso que o modelo da visita de apenas algumas horas (mais as derrapagens ...) está bem, porque senão também não fazias mais nada!
Quanto a Lisboa ficar praticamente em estado de sítio permanente, é o menos, o País é grande e pouco liga à vida palaciana da capital e lá para a 2ª ou 3ª visita, já ninguém se manifesta (nem aqueles parolos da comunicação social, vão continuar tão excitados!).
Já viste como vais conhecer tanta gente nova, gente que provavelmente nem imaginavas que existia.
Vais ver que vai ser giro (e vais deixar o Paulo roído - aposto que mesmo com tanta viagem, ainda não os conhece a todos!)
Um abraço do teu adviser na área da coerência!

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O sofrimento enquanto prazer!



Ouvia ontem na Sicn a Isabel Jonet, pessoa concerteza de grande valor(sem ironia!) e dei-me conta da essência dum discurso de culpa e autoflagelação que começa a impôr-se por aí!
Dizia com óbvia satisfação, que agora os portugueses terão mesmo que fazer vida de Franciscanos, pois somos pobres e temos que viver como tal! O que me chocou, não foi naturalmente a asserção, que infelizmente é verdadeira e cada vez mais óbvia para todos. Incomodou-me sim o ar triunfal com que o disse, expressando prazer, por ver finalmente todos os portugueses condenados a futuros utentes do seu banco da fome!
Ainda me arrepiei mais quando deu o exemplo dos seus filhos, uns desregrados consumidores, que lavam os dentes com a torneira sempre aberta, ao contrário dela que só abre no princípio ou no fim. Oh D. Isabel, e se passasse menos tempo com os seus pobrezinhos e perdesse algum do seu precioso tempo a educar os seus filhos!
Depois o conselho infeliz aos jovens (aos seus filhos?), que deviam deixar de frequentar concertos de rock, para guardar o dinheiro para um Rx quando caíssem na escola (! ).
Querer ser feliz não é pecado! A mortificação calvinista que anda por aí, também faz parte do programa da troika?
Foi pena a Ana Lourenço sempre tão acutilante, não ter pedido à Isabel para mostrar em direto o cilício que seguramente trazia à cintura!

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Uma política premeditada!


A estratégia política do atual governo tem-me causado imensas perplexidades!
Sendo assumidamente liberais do ponto de vista económico, a opção obsessiva pelo sistemático agravamento de impostos, não acompanhada por medidas enérgicas e eficazes de racionalização da despesa pública, é incompreensível.
A única explicação que me ocorria, era tratar-se de uma saída desesperada face a uma enorme incompetência na reforma social. A aura de qualificação técnica de Vitor Gaspar não batia certa ...
O último passo do ministro permitiu perceber que existem intenções ocultas na sua estratégia!

Os comunistas "clássicos" sempre foram acusados de combaterem as reformas sócio-económicas pois apostavam no "quanto pior, melhor!". Isto é, quanto mais insuportáveis fossem as condições de vida do povo mais próxima estaria a revolução! Tudo que amenizasse a desgraça, era pois um atraso nessa "marcha inexorável para a libertação dos povos"!
Gaspar, táticamente, é um seguidor destes comunistas de antanho! 
Ninguém acredita que deseje mesmo uma cobrança fiscal mais robusta, para sustentar um Estado ainda mais extenso e reforçado! Então porque o faz? Porque não se insurge com a inexistente reforma autárquica que pouparia recursos significativos? Porque não aplica medidas de eficiência económica, que tanto aprecia na gestão privada, na distribuição do bolo orçamental? Apenas um exemplo da área da saúde - o custo por cidadão na região Norte é cerca de 40% inferior a um da região de Lisboa! E essa discrepância ainda aumenta se se aplicar à região Centro - porque não fazer benchmarking e impor custos uniformizados para todo o país? Obrigando a seguir os exemplos de eficiência que a administração pública tem - e isso aplicado extensivamente à educação, à justiça, à segurança social, etc.. Cortando realmente nas gorduras onde elas estão e não por igual em todas as "carnes", como têm tentado, com desastrosos resultados!

O motivo, percebi-o agora, é que ele sabe que corria o risco de conseguir equilibrar as coisas, mantendo a funcionar o estado social, com mais eficácia e rigor. E que perderia a oportunidade de atingir o seu secreto objetivo - desmantelar o Estado, entregar as atividades de lucro garantido da saúde, da educação e outras, a privados (que não conseguirão naturalmente mais baixos custos, não resultando daí pois nenhum benefício óbvio para o País!).
Portanto o seu plano tem as seguintes fases:
1 - aumentar, para lá da tolerância, a carga fiscal, mantendo o Estado na sua ineficiência (genericamente resultante da sua apropriação ao longo dos tempos, pelos partidos do arco do poder!).( - Fase concluída!)
2 - acenar à classe média, sustentáculo fundamental do Estado, com a necessidade de rever as funções do Estado, sob pena de ulteriores agravamentos de impostos, que condenariam a generalidade das pessoas à pobreza. Paralelamente ações de agitprop intensivas, para apresentarem esta via como uma inevitabilidade, um axioma técnico inquestionável! (- Fase agora iniciada, que decorrerá nos próximos meses e onde encaixam as já veladas ameaças de eventual necessidade futura de aprofundamento das cobranças, os discursos sobre refletir sobre as funções sociais que estamos dispostos a financiar, a refundação do memorando, a revisão da constituição ...)
3 - a fase do reset de Portugal - a classe média, entretanto mínima, aceita o desmantelamento do Estado enquanto estrutura social de solidariedade, ficando reduzido às funções de Segurança (reforçadas - já ouvimos mesmo Aguiar Branco ameaçar com o papão dos gravatas azuis (???) que querem eliminar as Forças Armadas!) e à superestrutura política!
4 - O Paraíso Liberal :
- o relançamento da economia privada, que passa a ter as Escolas, os Hospitais, os Tribunais, os Seguros sociais, as Prisões, para aplicar as suas superiores estratégias de gestão.
- a diminuição acentuada de impostos que libertará os cidadãos da escravatura do Estado, mas que contudo não lhes permitirá aceder livremente à educação, justiça, saúde, como lhes foi prometido na fase 3 (porque se o dinheiro não chega agora, também não chegará depois, para todos! Será "para quem pode"!).

Se o plano não for parado é assim que decorrerá - e Gaspar, "o dissimulado , "o calculista", "o laborioso", "o verruminoso", tem toda a paciência do mundo para levar esta urdidura até ao fim e sabe que qualquer precipitação pode ser fatal! Só se passa à fase seguinte quando a anterior estiver consolidada!

O Estado pode continuar a assegurar as funções atuais, com mais eficiência, menos compadrio, menos corrupção, menos custos, atendendo ao interesse coletivo e não ao da clique política instalada!
Compete-nos a nós cidadãos que o pagamos e dele beneficiamos, impedir  o seu desmantelamento e promover a sua reforma!

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Superfícies Fractais.*



O que vêem na imagem?
Uma planta em corte?
Uma árvore brônquica?
O bacinete dum rim?
Uma bacia hidrográfica?


* Benoit Mandelbrot trabalhava com funções iteradas num computador quando lhe apareceu, pela primeira vez, o conjunto que leva o seu nome. Uma função iterada é, por exemplo, o processo que fazemos se consideramos um número qualquer, o 3, elevamo-lo ao quadrado e somamos-lhe uma unidade. O resultado seria 10.
Agora voltamos a fazer o mesmo com o número 10: multiplicamo-lo por si mesmo e somamos-lhe uma unidade, obtendo 101, e assim sucessivamente.
A função que utilizou Mandelbrot parecia-se muito com esta. Quando o computador fez a representação gráfica dos resultados apareceu um conjunto estranho, branco e preto, com uma forma curiosa.
Ao ampliá-lo, o que significa fazer intervir um número maior de pontos no programa do computador, o que parecia uma linha contínua, mostrou-se como uma superfície rugosa, cheia de pequenas saliências, cada uma das quais era como o conjunto original.
A definição matemática de fractal é complexa. No entanto, pode dar-se uma definição intuitiva através de duas das suas características mais representativas.
Primeiro, possui uma estrutura de auto-semelhança, o que quer dizer que cada uma das partes que o compõem têm a mesma forma que o modelo original.
A outra característica que define os fractais é que, sendo a sua área finita (a superfície que ocupam está contida dentro de uns limites), esta tem paradoxalmente um perímetro infinito, isto quer dizer que o comprimento da linha que delimita essa área é infinita, já que se tentarmos medi-la veremos que cada vez que a ampliamos aparece mais rugosa e, por isso, com um comprimento cada vez maior.
Também o corpo humano contém superfícies fractais, como os pulmões, que supõem uma importante poupança de espaço pois cabem na caixa torácica, mas cuja superfície estendida ocuparia praticamente a totalidade de um campo de squash.
(texto retirado de http://sosmatematica.com.sapo.pt )

Legenda:  Dried up delta of the Kimberly region, N.W. Australia  by Ted Grambeau (National Geographic Photo Contest 2012)

Somando notícias ou o efeito duma palavrinha no rapazito!

Quando se soube que uma conversa entre Passos Coelho e o banqueiro José Maria Ricciardi havia sido escutada, foi divulgado que o motivo da conversa era a entrega, por ajuste directo, à Perella Weinberg da consultoria financeira das privatizações da EDP e da REN, deixando de fora ashort-list pré-qualificada que incluía o BES Investimento e da qual não constava a sociedade norte-americana.
Fernando Ulrich considerou esta quarta-feira que os protestos do BES sobre as adjudicações diretas nas privatizações da EDP e da REN tiveram efeito, já que o banco rival foi escolhido para as privatizações da TAP e da ANA.
«Quem protestou por esse facto, ganhou logo a seguir os concursos de privatização da TAP e da ANA», atirou o presidente do BPI, que respondia a questões dos jornalistas durante a apresentação dos resultados do banco, cita a Lusa.

Outros a dizer o mesmo

 "Em democracia governa-se com o povo e não contra o povo. Há excepções. Churchill tinha a Câmara dos Comuns consigo contra Hitler, mas até à guerra estivera em minoria; na crise de 1983 Mário Soares preferiu desagradar aos eleitores e perder uma eleição a evitar medidas impopulares necessárias. O que se passa hoje é diferente: repudiado quase unanimemente pelo povo português o governo de Portugal compraz-se em agradar quase unanimemente ao povo alemão. Há algo que não bate certo.(..)
Arrogância para dentro e subserviência para fora dão governação ineficiente e desmoralizante. Na indiferença quase autista a descontentamentos e indignações populares parece estar-se a recuperar tradição autoritária que se julgava esquecida - "Comer e calar, manda Salazar". E aquiescência super-zelosa aos mandamentos dos funcionários não eleitos da troika bem como colagem à austeridade punitiva propugnada pelos alemães dão fama de bom aluno mas não nos dão poder negocial.

Pôr em ordem as contas de um país onde, por rotina, fornecedores perguntam a fregueses se querem ou não querem factura é trabalho de Hércules, digno do maior respeito. Mas pode ser bem feito ou mal feito. Pelo andar da carruagem não se vê logo que ela leve dentro quem vá levantar hoje de novo o esplendor de Portugal. "

José Cutileiro

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Outra bela obra Pitagórica!



Já com 11 anos!

PITÁGORAS de Parabéns

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Foi o único projecto português entre os 25 finalistas do Detail Prize 2012 entre quase 600 projectos concorrentes. Agora, depois da votação online, a Plataforma das Artes e da Criatividade, em Guimarães, do gabinete Pitágoras, venceu o prémio do público atribuído pela revista alemã de arquitectura com o mesmo nome.

A Plataforma das Artes e da Criatividade está localizada no espaço que pertencia ao antigo Mercado Municipal de Guimarães e o edifício principal, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, tem várias áreas de exposição e um auditório com capacidade para 200 pessoas, entre outras valências.  
O edifício, inaugurado a 24 de Junho deste ano, é revestido com tubos de latão, soldados manualmente e, à noite, as fachadas ficam coloridas e iluminadas através dos painéis de luzes LED.

Os "Pitágoras", Fernando Seara de Sá, Raul Roque, Alexandre Lima e Manuel Roque estão pois de parabéns.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Como está aqui bem dito o que estava para dizer há algum tempo, transcrevo José Pacheco Pereira:

"Uma das mais injustas fórmulas, sabiamente explorada por este Governo, é a que "substituiu" as medidas mais gravosas de austeridade por "cortes na despesa pública". Treta. Substituiu algumas medidas de austeridade genérica por outras de austeridade dirigida. Para quem? Surpresa! Para os funcionários públicos. (...)
De há um ano para cá que uma das linhas de continuidade da actuação deste Governo tem sido uma hostilidade profunda dirigida contra os trabalhadores da função pública(...)
Depois da decisão do Tribunal Constitucional, a atitude do Governo, a começar pelo primeiro-ministro, passou de hostilidade à vingança(...)
Os próprios juízes foram enxovalhados com a acusação entre dentes de que tinham decidido em causa própria, para proteger os seus subsídios, exactamente porque eram... funcionários públicos. As mesmas insinuações foram dirigidas ao Presidente, ele próprio também funcionário público,(...)
Os casos de Passos e Relvas são típicos, porque uma parte fundamental da sua carreira é feita dentro dos partidos, nas "jotas", passam pelos cargos mais ligados ao controlo político "distributivo" no Governo (Relvas) e são empregados por terceiros em empresas em que as redes de ligação com o poder político são fundamentais para aceder aos "negócios". (...)
Este tipo de processos é transversal aos dois partidos, PS e PSD, e acentuou-se nos momentos em que o dinheiro fácil, com os fundos comunitários e com um Estado gastador, permitiram todo o tipo de "negócios".(...)
Não é por acaso que o "privado" que encontramos nos curricula governamentais, como estes de que falamos, é sempre do mesmo tipo. Não encontramos nunca nenhum genuíno empresário que já estivesse "feito" antes de ir para o Governo.(...)
Tem a função pública pessoas a mais? Tem certamente e, acima de tudo, mal distribuídas, mas a racionalização desses recursos para poupar despesas não foi feita nem está a ser feita. Despedir e cortar direitos é mais fácil do que saber "gerir", como diz Teodora Cardoso(...)
É a função pública politizada e, nos últimos anos, partidarizada? É e muito, mas não é isso que estas medidas combatem. Pelo contrário, o Estado vai ficar ainda mais dependente do poder político, mesmo nas áreas que tinham alguma autonomia como as forças armadas.(...)
Não tenho dúvidas em afirmar que este é um dos problemas mais graves da nossa democracia, mas nenhuma destas medidas diminui esse poder, bem pelo contrário. Veja-se como decorreu o processo de privatizações, como são feitas as nomeações de "sempre os mesmos", como a acesso ao poder político permanece sempre nos mesmos círculos, da banca aos grandes escritórios de advogados, da consultadoria económica à intermediação, para perceber que, em períodos de crise, pelo menos os de cima continuam na mesma a mandar e a ganhar. (...)
Também por isso, a noção de Estado e de serviço público, fundamental num Estado democrático, assente em burocracias de mérito, deveria ser preservada se houvesse "sentido de Estado", o que não há.

(Versão do Público de 13 de Outubro de 2012.)

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Ok Hollande, deves ficar ao nosso lado, porque és nosso amigo!



10/17/2012 01:38 PM
'Devastating Impact'
Euro Exit by Southern Nations Could Cost 17 Trillion Euros


A new study by a German think tank warns that a euro exit by Greece, Spain, Portugal and Italy would cut global GDP by 17 trillion euros and plunge the world into recession, with France suffering the biggest loss. A Greek exit alone would be manageable, but must be avoided to forestall a domino effect, it says. 

A Greek euro exit on its own would have a relatively minor impact on the world economy, but if it causes a chain reaction leading to the departure of other southern European nations from the single currency, the economic impact on the world would be devastating, a German study warned on Wednesday. 

Economic research group Prognos, in a study commissioned by the Bertelsmann Stiftung, estimated that euro exits by Greece, Portugal, Spain and Italy would wipe a total of €17.2 trillion ($22.3 trillion) off worldwide growth by 2020. 

• If Portugal went, Germany would lose €225 billion by 2020 and would have to write off credit amounting to €99 billion. Global losses in growth would add up to €2.4 trillion, with the US having to bear €365 billion and China €275 billion, respectively. 
• If Spain were to go as well, Germany would lose €850 billion in GDP by 2020 and would have to waive €266 billion of credit. The US would lose €1.2 trillion in GDP, and the 42 countries under review would lose €7.9 trillion. 
• If Italy, the euro zone's third largest economy, were to leave, "the situation would run totally out of control," the study said. It estimated that Germany would lose €1.7 trillion in GDP and would have to write off €455 billion in credit. German unemployment would increase by more than one million by 2015. There would be a "severe international recession and global economic crisis," the Bertelsmann Stiftung writes. 
The biggest losers would be France, followed by the US, China and Germany.

REVOLUÇÃO OU GOLPE DE ESTADO!?




Revolução =
7. Mudança brusca e violenta na estrutura económica, social ou política de um Estado.
8. Reforma, transformação, mudança completa.

9. Perturbação moral, indignação, agitação.

10. Náusea, repulsa, nojo.

(dicionário Primberan da Língua Portuguesa)



Ando que não posso!
Uma sensação de estranheza que me nasce dos ossos e não é reumatismo!
É impotência! É dificuldade de compreensão do que se está a passar!
Dificuldade de aceitar mas também de reagir, porque não se alcança nitidamente a quem, a quê, com quem!
E foi aí que percebi que estou em plena revolução!
As revoluções não pressupõem tomada violenta do poder, embora seja essa a imagem que imediatamente associamos. Pressupõe, como diz o dicionário, uma mudança brusca e violenta (social, económica, política, cultural).
E isso estamos a viver! O poder foi tomado não pela violência, mas pela mentira (prometeu-se a não subida dos impostos e a redenção do Estado e veja-se o que se tem!).
Os atuais revolucionários estão descaradamente a soldo de interesses estrangeiros, não se tendo coibido mesmo de pôr no mais importante e determinante cargo do governo um seu funcionário.
Aquilo que se avizinha não é só um empobrecimento generalizado - é uma alteração radical da estrutura social! Haverá uma elite ligada aos oligopólios e às empresas do regime, uma minoria de remediados (ex-classe média alta) e uma multidão de pobres.
O atual governo revolucionário só encontra algo que lhe seja comparável, na história recente do país, no Conselho da Revolução de 1974-5 (embora de orientação política diversa) - desprezo pela legislação existente, pelos direitos adquiridos sociais e económicos, intolerância pelas ideias diferentes, vontade de impor uma nova Ordem!
Curiosamente o dicionário também faz significar a revolução de "náusea, repulsa, nojo". Eu que noutras circunstâncias teria dificuldade em compreender estes significados, concedo aqui que são estes atributos que melhor espelham o que sinto pela atual revolução.
Mas poderá uma revolução manter-se sem apoio popular? 
A revolução de abril conquistou esse apoio, tendo evoluído dum golpe militar para um movimento popular!
Têm os atuais revolucionários esse apoio?
Ou trata-se de um golpe de estado (sim, porque o veridito eleitoral foi alcançado em pressupostos antagónicos à prática atual!)?
Um golpe de estado, sem apoio popular, ou falha ou desemboca numa ditadura!
Que teremos?