ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? NÃO SE PÁRAS ESTÁS PERDIDO! Goethe
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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Se soubessem que corriam risco de vida!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
PORQUE SERÁ?
Porque será que vivo com a sensação de que somos governados por um grupo de rapazolas e raparigas, que nunca fez nada de realmente útil na vida!? (Claro, há um bom par de excepções, em atitude técnica e afastados da ribalta, mas que resistirão até quando!?)
A contrapor a esse ambiente de associação de estudantes, quando aparece um Bagão Félix ou um Rui Rio, porque é que eu acho que parecem pessoas responsáveis e maduras que merecem ser ouvidas, mesmo que discorde das suas opiniões?!
Porque me parece estranho que Paulo Portas apareça como "o político mais experiente deste Governo" ? (e talvez por isso nunca está presente sempre que acontece algo relevante!).
Porque me incomoda que o ministro Relvas, a quem eu nunca compraria um carro, seja o estratega do governo?
Porque será que eu, que tanto me bati por correr com Sócrates, não me sinta agora mais descansado do que estava?
Porque será que sinto um ambiente de catástrofe no ar e tenho a sensação de que lá na sede do Associação de Estudantes não dão sequer conta do que aí virá (apesar do Pres. da Republica, dos ex-PR, do Cardeal Patriarca, dos militares, da dona Rosalina e as vizinhas não falarem doutra coisa!)?
Eu diria que a resposta está no primeiro parágrafo do texto (o que me levará a ser cada vez mais minimalista ...)!
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
O Inverno do meu entusiasmo!
A espuma dos dias está-se a trasformar numa torrente de lama e eu a ficar submerso pelo aluvião!
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Subservientes não é o mesmo que bons alunos!
Talvez por ter sido sempre um bom aluno e verificar que a generalidade dos nossos políticos nunca o foi, irrita-me o lugar comum que se estabeleceu na comunicação social de que Portugal apostou face aos seus credores numa atitude de "bom aluno" e que tal poderá vir a render no futuro.
Na verdade começo logo por não perceber o que um endividado tem de parecido com um estudante. Mas mesmo forçando a comparação, um aluno que só começa a estudar quando está ameaçado de chumbar, nunca poderia ser chamado de bom. É aliás o paradigma do mau aluno e o facto dos nossos notáveis não perceberem isso diz tudo do seu percurso escolar e dos seus padrões de comportamento.
Fazer directas (leia-se, aumentar impostos), tomar estimulantes (leia-se, receitas extraordinárias), pedir adiamentos de exames ("novos pacotes de apoio"), dá às vezes para passar à rasquinha, mas não augura grande futuro para o estudante.
A atitude que o País assumiu face à Europa e aos seus credores é a de aparecer de corda ao pescoço, disposto ao que for necessário para salvar a honra e se possível a pele.
Essa atitude não tem nada de original, é um truque antigo e chama-se "postura à Egas Moniz".
No caso dos cães que se enroscam subservientes nos pés dos donos, quando se sentem ameaçados duma sova, às vezes resulta - quando os donos são sensíveis e tolerantes!
( D.Afonso VI de Castela perdoou a Egas Moniz este tê-lo intrujado, aquando do cerco de Guimarães, quando lhe prometeu a submissão dee D.Afonso Henriques, sem ter obtido previamente a sua anuência! Apesar de ter ficado para a história como um tolerante, prestou um mau serviço a Portugal, que continuamos a pagar quase 900 anos depois!)
terça-feira, 4 de outubro de 2011
O estado da Jarra
Praticamente há dois meses que parei a minha modesta actividade bloguista e embora as férias tenham ajudado, a razão principal do meu estado de inanição teve a ver com a perplexidade que o novo rumo da vida política e social nacional me causou.
Estou nos antípodas da mentalidade dominante que tem orientado o país nos últimos anos - sou avesso a consumismos, não me dislumbro com a novidade, gosto de maturar uma ideia antes de actuar, cultivo a prudência, odeio os lugares comuns, não aceito acriticamente as ditaduras das maiorias.
O estado de penúria em que se encontra o país, de dinheiro, mas também de princípios, foi em parte o móbil que me levou a criar este blog, numa altura em que o ambiente já me parecia asfixiante e eu sentia necessidade de uma janela aberta para respirar.
A "crise" que vive o país, é apenas o início de uma descida aos infernos, que ainda não chegou ao purgatório. E o que me levou a voltar agora à escrita foi um post da "ana de amsterdão" que lucidamente diz que "ainda muitas rotundas se farão em Portugal" (pode linkar na lista de blogs).
E é por ver os mesmos que nos trouxeram aqui, a mesma mentalidade, a mesma falta de visão, a mesma mediocricidade, agora adaptados "à nova realidade", com "novos" designíos, que eu me assusto ainda mais!
Pensando bem, não poderia ser de outra maneira, que nem nas revoluções as coisas mudam por magia, mas há outras pessoas neste país, mais clarividentes, menos corruptas, mais imaginativas, que continuam afastadas dos centros de decisão e poderiam promover novos paradigmas de sociedade.
Mas a sociedade do espectáculo aposta nos "originais", nos messias mirabolantes e as pessoas felizes, com vidas estáveis, sem vontade de "dar o corpo pela alma", estão arredadas da ribalta.
A grande diferença das sociedades nórdicas da nossa, ou melhor, onde essa diferença mais se consubstancia, é no facto dos políticos, dos directores dos organismos públicos, dos decisores, serem pessoas "normais", de andarem de transporte publico, irem ao supermercado, terem famílas para onde voltam ao fim do dia.
(Intrepretem como quiserem, mas eis uma sugestão para tese de sociologia: faça-se uma estatística de quantos "influentes" portugueses têm hábitos comuns - comem regularmente em casa, têm filhos e convivem diariamente com eles, fazem as compras de casa, etc.)
Eis porque o estado da Jarra passou de pensativa a estupefacta - como se no hardwear social obsoleto tivesse sido introduzido um novo softwear, que com o tempo se virá a revelar incompatível.
Sociopoliticamente falando vivemos tempos bons, porque cada dia que passar se encarregará de nos lembrar que no dia seguinte estaremos ainda pior!
Estou nos antípodas da mentalidade dominante que tem orientado o país nos últimos anos - sou avesso a consumismos, não me dislumbro com a novidade, gosto de maturar uma ideia antes de actuar, cultivo a prudência, odeio os lugares comuns, não aceito acriticamente as ditaduras das maiorias.
O estado de penúria em que se encontra o país, de dinheiro, mas também de princípios, foi em parte o móbil que me levou a criar este blog, numa altura em que o ambiente já me parecia asfixiante e eu sentia necessidade de uma janela aberta para respirar.
A "crise" que vive o país, é apenas o início de uma descida aos infernos, que ainda não chegou ao purgatório. E o que me levou a voltar agora à escrita foi um post da "ana de amsterdão" que lucidamente diz que "ainda muitas rotundas se farão em Portugal" (pode linkar na lista de blogs).
E é por ver os mesmos que nos trouxeram aqui, a mesma mentalidade, a mesma falta de visão, a mesma mediocricidade, agora adaptados "à nova realidade", com "novos" designíos, que eu me assusto ainda mais!
Pensando bem, não poderia ser de outra maneira, que nem nas revoluções as coisas mudam por magia, mas há outras pessoas neste país, mais clarividentes, menos corruptas, mais imaginativas, que continuam afastadas dos centros de decisão e poderiam promover novos paradigmas de sociedade.
Mas a sociedade do espectáculo aposta nos "originais", nos messias mirabolantes e as pessoas felizes, com vidas estáveis, sem vontade de "dar o corpo pela alma", estão arredadas da ribalta.
A grande diferença das sociedades nórdicas da nossa, ou melhor, onde essa diferença mais se consubstancia, é no facto dos políticos, dos directores dos organismos públicos, dos decisores, serem pessoas "normais", de andarem de transporte publico, irem ao supermercado, terem famílas para onde voltam ao fim do dia.
(Intrepretem como quiserem, mas eis uma sugestão para tese de sociologia: faça-se uma estatística de quantos "influentes" portugueses têm hábitos comuns - comem regularmente em casa, têm filhos e convivem diariamente com eles, fazem as compras de casa, etc.)
Eis porque o estado da Jarra passou de pensativa a estupefacta - como se no hardwear social obsoleto tivesse sido introduzido um novo softwear, que com o tempo se virá a revelar incompatível.
Sociopoliticamente falando vivemos tempos bons, porque cada dia que passar se encarregará de nos lembrar que no dia seguinte estaremos ainda pior!
domingo, 25 de setembro de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Cristas sob observação
O assunto mereceria a atenção que se reserva a qualquer fait-diver, mas a verdade é que não me larga o pensamento!
O que pensar de uma ministra, que ocupando uma pasta vasta e crucial para o país - agricultura, pescas, ambiente, depois de mais um mês de governação, ainda só deu a conhecer esse momento lamentável de uma conferência de imprensa, para anunciar a dispensa, nas instalações do ministério, do uso de gravata!
É tão provinciano, tão medíocre, que assusta - a Doutora Cristas, é afinal a Dona Cristas, que dá uns bitaites na pastelaria do bairro, sobre coisas giras de fazer, sei lá ...
Este não é o meu tom habitual de comentar, mas anda um aperto a perturbar-me, que tenho de me ver livre dele!
É que eu já andava meio azucrinado, a Drª já estava sob observação de rating, com tendência para descer, desde o momento em que após a nomeação comentou descontraidamente que embora não percebesse nada da(s) pasta(s) que ia ocupar, isso não era problema porque também no Parlamento tinha sido nomeada porta-voz da Comissão do Orçamento, que era matéria que não conhecia e que agora no fim já conseguia interpretar um quadro orçamental... que era uma pessoa estudiosa e trabalhadora e que daqui a algum tempo já teria umas luzes sobre agricultura, etc, etc..
Só que não é suposto um cargo ministerial ser uma bolsa de estágio para curiosos - não há gente neste país que perceba das matérias sobre que tem de decidir ao mais alto nível?
Não me pareceria bem, se estivesse doente, ser observado por um advogado que andasse a ler umas coisas sobre doenças, nem entregaria o projeto da minha casa a um gestor que gostasse de folhear umas revistas de arquitetura!
E você?
(ainda por cima o Mar, tão nas bocas de todos, como um possível setor estratégico alternativo! )
Adenda: isto não tem nada de ideológico ou partidário, desejo a este governo a maior sorte, no meu interesse!, mas há coisas que me não dão paz, (o que não é de agora!), e quando vejo muito mais que o meu 14º confiscado (qual 50%!), começo a ficar muito exigente!
terça-feira, 19 de julho de 2011
Tiro ao Álvaro!

O novo ministro da economia, transportes, energia e trabalho, é para a generalidade dos portugueses um desconhecido.
Depois do episódio inicial - "não me chamem ministro, chamem-me Álvaro", parece ter-se eclipsado da cena pública, mas deixou-me uma ponta de curiosidade em conhecê-lo melhor naquilo que parecia ser um misto de ingenuidade, inexperiência e euforia do poder!
Vai daí, depois de umas visitas ao seu blogue, comprei dois livros da sua autoria, um mais técnico - "O medo do insucesso nacional", outro do domínio do "ensaio filosófico" - "Diário de um Deus Criacionista".
Já vira referenciado esse particular do seu curriculum, por inúmeros comentadores, que seguramente não viram nem leram as obras - as edições são de 3000 exemplares e estão a ser vendidas a peso pelo editor. (É aliás uma tendência pós-moderna preocupante, de que o que conta é o ter publicado - tantos artigos, tantos livros, e não a natureza do que lá está!)
O Diário de um Deus Criacionista, publicado em 2007, numa altura em que o seu autor já tinha 35 anos e um doutoramento em economia, é um livro inquietante.
Não se percebe como alguém, já passada a conturbação hormonal da adolescência, é capaz de escrever aquele texto e além disso considerar que se tratava de matéria publicável.
Pondo-se no lugar de um Deus, seguramente consumidor de psicotrópicos, imagina-se como Criador de um Universo paralelo delirante, brindando-nos com pérolas inclassificáveis, como 3 páginas inteiras de designações para os dinossauros que imaginou, frases do tipo mmmuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiitttttttttttttttttttttoooooooo iiiiiiiiiiinnnnnnnnnnnnnnnntttttttttttttttttttteeeeeeeeeeeeee eeerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrreeeeeeeeeeeeeeeeeessssssssssssssssssssaaaaaaaaaaaannnnnteeeeeeeeee", a ocupar 3 linhas de texto com duas palavras inchadas e outros delírios de escrita e grafia que não se imaginariam fora de um diário adolescente.
De repente, o que tinha sido uma incipiente simpatia pelo personagem, transformou-se numa preocupação e um alerta para a necessidade de monitorização apertada, para alguém que ocupa atualmente um dos lugares chaves para o futuro do país.
O contexto fez-me recordar uma entrevista da mãe de José Sócrates a Herman José, num dia da mãe, numa altura em que o filho era há pouco tempo ministro do ambiente e em que expondo publicamente uma personalidade muito perturbada, anunciava ao país que o seu filho era um ministro de Geová, como ela, e que o seu Zé ia mudar Portugal - o que de facto aconteceu! (Curiosamente esta entrevista deve ter sido removida dos arquivos da RTP, pois nunca a consegui reencontrar!)
Os menos de 3000 portugueses que tiverem acesso a este livro, têm a obrigação moral de alertar o país para o risco em que está - depois não digam que não foram avisados!
(Lembram-se do último ministro da economia que saiu do Governo a fazer corninhos ...?)
quinta-feira, 30 de junho de 2011
ATÉ QUANDO AGUENTA O BURRO?
Aumento do IVA, IRS, IMI, IMT, impostos extraordinários sobre 13º mês, redução de 10% nos salários da Função Pública, aumento dos transportes, taxas moderadoras, fim de múltiplas isenções.
Quando perdermos o contacto com o solo, só nos restará espernear (ainda que não dê resultado nenhum!)
sábado, 18 de junho de 2011
FLIP,FLAP! FLOP?
No novo Governo:
Por Formação:
Seis licenciados em Direito ( Paulo Portas, Miguel Macedo, A. Cristas, Aguiar Branco, P. Teixeira da Cruz, P. Mota Soares) - 50%
Quatro em Economia e Gestão ( P. Passos Coelho, Vitor Gaspar, Álvaro Pereira, P. Macedo) - 33%
Um matemático (N. Crato) e um Cientista Político (M. Relvas)
Por Nascimento:
Em reconhecimento pela sua infância passada em Angola, Passos Coelho convida 3 ministros (Cristas, Teixeira da Cruz, Relvas) angolanos!
Que pena não termos tido um primeiro, minhoto!
Por Formação:
Seis licenciados em Direito ( Paulo Portas, Miguel Macedo, A. Cristas, Aguiar Branco, P. Teixeira da Cruz, P. Mota Soares) - 50%
Quatro em Economia e Gestão ( P. Passos Coelho, Vitor Gaspar, Álvaro Pereira, P. Macedo) - 33%
Um matemático (N. Crato) e um Cientista Político (M. Relvas)
Por Nascimento:
Em reconhecimento pela sua infância passada em Angola, Passos Coelho convida 3 ministros (Cristas, Teixeira da Cruz, Relvas) angolanos!
Que pena não termos tido um primeiro, minhoto!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
INDÍCIOS PREOCUPANTES
Face à percepção da situação catastrófica do país, os portugueses viram-se nas últimas eleições arrastados numa vaga política que deixou pouca margem de opções para a sua escolha.
Na realidade, o povo, o eleitorado, nós todos, mesmo os que não votaram, mais não fizeram que ratificar a que pareceu ser a única saída para a situação desesperada em que nos encontrávamos e que só foi realmente percebida mesmo na eminência do abismo!
Para os muitos (poucos!) que alertavam há anos para a insustentabilidade das políticas seguidas, fica-lhes a consolação de terem tido razão... só que antes do tempo, o que quer dizer que irão sofrer como os outros, as consequências de todas as imprevidências e dislates praticados!
Concordo que estas eleições foram perdidas e não ganhas, que governar neste contexto não vai ser fácil e que há pouca margem para errar!
O próximo primeiro ministro passa uma imagem de insegurança indisfarçável, mas ao mesmo tempo um ar de bem intencionado e inspira-me um sentimento de protecionismo, quanto mais não seja por o meu futuro depender do resultado da sua acção!
Daí, desde já um conselho - apareça pouco na ribalta, sob pena da sua imagem se tornar insuportável para os portugueses em pouco tempo!
Esqueça, o que já parece ser uma obsessão, a privatização das águas, quanto mais não seja por provir de uma empresa que é parte interessada no assunto, ficando ferido de morte se essa imagem de gestor de interesses de Ângelo Correia, se lhe colar à pele!
Depois, não sei se ainda irei a tempo, faça-se cercar de pessoas com espessura política, moral e social - é que nestes primeiros dias de negociação de políticas e programas, a fauna que pululou pelas redações das televisões, trouxe indícios preocupantes sobre o futuro da nação.
Os "barões", os técnicos reconhecidos que tinham aparecido na fase final da campanha desapareceram e as figuras que dão a cara, parecem saídas da comissão de festas duma associação académica - com um discurso esforçado a pretender transmitir a gravidade das suas funções, mas a soar a burlesco e nitidamente a deixar a sensação de não estarem à altura da situação.
O acordo político divulgado com pompa e sem circunstância é duma vacuidade constrangedora - e o acordo programático estará dependente das opiniões de quem aceitar ser ministro (sic)!?
Nota-se a ausência de Catorga (apesar dos disparates!) e de figuras experientes!
Bom, espera-se ansiosamente o anúncio da constituição do governo, que esperamos venha dissipar estas reservas!
Se for escolhido dentre o lote de jovens promissores que temos vindo a conhecer, estamos fritos!
quarta-feira, 4 de maio de 2011
BOAS NOTÍCIAS

Queria vos dizer que consegui um optimo funeral para o pai!
O preço conseguido com a funerária foi muito mais baixo do que o que andavam a dizer por aí!
Além disso terá flores ... de plástico que são mais resistentes e mais ecológicas ...
Um familiar interrompeu o discurso triunfal:
- Mas não fostes tu que o mataste? Ainda te gabas disso?
José, imperturbável, retocou o nó da gravata, recolocou a voz e com uma ar seráfico, elucidou:
- Aproveito para esclarecer, mais uma vez, que o nosso querido pai, por quem eu daria a própria vida, faleceu em virtude do Pedro ter aberto a porta no momento em que eu disparava sobre uma mosca que incomodava o falecido e que em resultado dessa irresponsabilidade, abrir uma porta sem avisar, despoletaram-se uma série de perturbações que culminaram no fatídico desfecho.
Contudo eu estou hoje aqui, para transmitir uma nota de esperança e garantir que estou disponível para assumir a condução desta família, para a qual prevejo um futuro radioso!
domingo, 17 de abril de 2011
Houve mesmo lugar para todos!
Segundo as contas de Francisco Louçã a poupança resultante dos cortes salariais em 2 anos em toda a Função Pública, equivalirá ao prejuízo resultante da nacionalização do BPN - dois mil milhões de Euros.
Durmo agora mais descansado, sabendo que não foi por causa dos velhinhos com reformas miseráveis, que me vieram ao bolso.
Posso mesmo passar a odiar, o grupo de ladrões que controla o sistema político e económico em Portugal - os mesmos que também querem roubar os velhinhos com reformas miseráveis!
Começo a não ter dúvidas que isto vai acabar á paulada!
SHOT ON YOU, MR. CADILHE!
Miguel Cadilhe, Poveiro com muitas certezas, resolve hoje apresentar no Público o seu plano de salvação para o País, já que para o BPN não teve quem o ouvisse.
E a que se resume o seu cogitado plano: determinava-se o património de cada português a 31 de Dezembro de 2011 (contas bancárias, imobilário, acções,etc) e aplicava-se um imposto "one shot" de 3 a 4%, que seria aplicado integralmente na redução da dívida pública, de forma a reduzirmos de uma penada o seu montante para menos de 60% do PIB, como está previsto pelas regras comunitárias.
Isto é, quem esbanjou e arruinou o país sai ileso, quem poupou, paga a crise!
Nunca a fábula da cigarra e da formiga foi tão preversamente contraditada!
Claro que me refiro sobretudo à classe média, pois as grandes fortunas não têm o património assim à mão de colher, em território nacional!
E ia jurar, Mr. Cadilhe, que nessa data tinha os seus bens agasalhados nalgum off-shore ou numa SGPS.
Agora que a ideia tem pernas para andar, tem!
O Bloco de Esquerda não deixará de apoiar este imposto sobre as fortunas, a Nobre direita reconhecerá que vindo dum Papa não é para ignorar e embora não se vá aplicar a 31/12/2010, ficará para uma próxima oportunidade.
E depois essa tentadora solução de se resolver tudo de uma vez e poder-se começar a gastar de novo, nova corrida, nova viagem...
Começa a estar na hora de mudar de praia!
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A tal falta de bom senso!
A Câmara da minha cidade resolveu fazer uma campanha promocional, que tem um lema mensal: já foi o mês do vento, do calor e de não sei mais o quê.
Desconheço os custos da campanha e a sua utilidade: excepto se fôr para aumentar o amor próprio dos municípes, não lhe vejo o interesse.
A divulgação faz-se por enormes painéis colocados em diversos sítios da cidade, além de prospetos, mails, etc!
Até agora não me aqueceu nem arrefeceu (excepto talvez os bolsos, pelos custos, que presumo grandes, que terá!)!
Só que este mês, incomodou-me: uma cidade que até ostenta o atributo de cidade saudável, faz campanhas despudoradas em outdoors gigantes, ao consumo de acúcar na época pascal?
Não restará ninguém pensante nos centros de decisão deste país - anda a Direcção Geral de Saúde a investir na promoção de uma alimentação saudável e uma autarquia promove (com slogan e imagem a ajudar) a diabetes?
Agora o meu apelo: Esta Páscoa não ofereça guloseimas - além de contribuir para o arrefecimento económico da balança externa (o acúcar é maioritariamente importado!), também ajuda o metabolismo dos seus familiares e amigos!
domingo, 27 de março de 2011
MILITANTES

Nas directas do PS em que José Sócrates saiu escolhido, por preocupante unanimidade, para secretário geral - isto é candidato a primeiro ministro - o universo de votantes (isto é, de militantes partidários) era de 32000.
No caso do PSD, falou-se no ano passado, aquando das suas directas, num universo de 78000 militantes, embora nunca tenha sido esclarecido se todos teriam direito a voto, isto é, as quotas em dia.
O que me interessa aqui interrogar, é se existe democracia num sistema político, em que na realidade são uns escassos milhares de indivíduos, que decidem quem virá a ser, em futuras eleições o primeiro ministro do país.
Os cidadãos eleitores, têm depois uma opção real, entre duas figuras pré-determinadas.
Não sendo eu politólogo, parece-me que algo está errado e perverso neste sistema!
O modelo americano das primárias partidárias, que parece estar na origem do nosso, ocorre num contexto sócio-político completamente diverso - a eleição do candidato de cada partido tem uma participação pública intensa, não só na discussão de ideias e projectos, como na participação numérica dos eleitores.
Isto são assuntos vitais a ser discutidos, se queremos que a democracia perdure!
quarta-feira, 23 de março de 2011
quem está fora racha lenha
Tenho para mim que o período menos recomendável da governação portuguesa recente, foi o Governo Santana Lopes.
Agora a personagem é comentador televisivo à terça feira - e não é que ontem até o achei com razão e oportunidade no que dizia! É esperto, bem falante, sedutor!
De facto estar de fora a mandar uns bitaites é muito diferente de ter a responsabilidade nas mãos!
Ser um bom opinador não dá qualquer garantia de qualificação para a governação.
O nosso azar é que o alfobre de onde saem os decisores, é o das figuras mediáticas!
quarta-feira, 16 de março de 2011
SÓCRATES SOUND PROJECT
Quem já tiver passado umas horas numa esplanada ou numa discoteca ou em qualquer espaço "chill-out" com um DJ a "compôr" um projecto musical, sabe do que falo - sobre uma melopeia electrónica repititiva, harmónicamente inalterada e recorrente, vão-se inserindo uns samplers de vozes, instrumentos, extractos de músicas conhecidas e aumentando ou diminuindo o ritmo e o volume, criando-se a ilusão de que se está a fazer música.
O resultado é uma melopeia inebriante, entorpecedora, viciante mesmo para alguns, que retira qualquer vontade de fazer ou pensar no que quer que seja.
Já conhecia o Ibiza sound project, o Pacha s.p., o Andorra s.p., etc..., e ontem tive oportunidade de assistir na SIC à apresentação do Sócrates Souns Project.
Perante uma das melhores entrevistadoras que a televisão portuguesa conheceu, o primeiro ministro repetiu até à náusea o mesmo discurso que já lhe conhecemos há anos, com as tais ligeiras variações para aparentar diferença, mas que retornam sempre ao mesmo registo base, encantatório e anestesiante.
Ana Lourenço, tinha que abanar a cabeça de vez em quando para não se deixar enredar na cantiga do bandido e escapar ao hipnotismo em que se encontra de resto, grande parte do país.
E prontos: o homem que detém a verdade e não desiste, agarra-se agora à ameaça exterior (já não são os espanhóis, nem os comunistas, é o FMI!) para se perpetuar no poder!
O medo é paralisante e a sua melopeia (Sócrates Sound Project) também!
Acordemos deste pesadelo!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
FANTASIA
Não, não foi sonho!
Tive esta fantasia acordado: imaginei que ainda em vida, um dia olharia para um boletim de voto para a Assembleia da República e veria algo assim, com direito a preferir esta pessoa áquela, em vez de votar nas setinhas, na mãozinha, na foice e no martelo!
E que teria para escolher pessoas oriundas do mundo empresarial, da academia, da banca, da cultura, com provas dadas, com ideias conhecidas (mas principalmente com ideias!) e não esta gente vazia, sem história, sem cultura, sem coluna vertebral, que usurpou o poder em Portugal.
Não tenho dúvidas que também teria as minhas desilusões, deceções e desencantos, mas teria gente capaz de pensar, arriscar, corrigir e talvez fosse possível mudar Portugal para melhor!
(O pesadelo era ter hermans josés, toys, arrojas, isto é o mais grosseiro populismo a tomar conta do país!)
O difícil será ter gente de qualidade a disponibilizar-se para trabalhar e ter amargos de boca a bem da Nação e do coletivo! Mas a entrevista de Fernando Ulrich ao Expresso deste fim de semana, revelando que gostaria de ser deputado quando abandonasse as funções de banqueiro, despertou-me esta fantasia ...
PS - a quem passar por aqui, peço que perca um momento a indicar uma ou duas pessoas em quem gostaria de poder votar para seu deputado(a).
É um exercício que obriga a refletir, responsabilizar e mais produtivo do que poderá parecer à primeira vista!
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