ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? NÃO SE PÁRAS ESTÁS PERDIDO! Goethe

- ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? - NÃO, SE PÁRAS, ESTÁS PERDIDO! Goethe



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

QUE PELIGO!

Confirma-se que 25% da REN (rede eletlica nacional) passou a pertencer à empresa estatal chinesa State Grid.
Agradecia que o sr. explicador do governo, viesse justificar esta nacionalização duma empresa estratégica, pelo mesmo país que já tinha nacionalizado a eletlica nacional (que tinha sido obrigada a separar-se da REN por necessidade de acautelar a liberdade de concorrência e prevenir o monopólio).
Tenho para mim que neste momento corremos mais risco de sermos expulsos da Europa, por nos termos tornado um cavalo de Tróia chinês, que pelo montante do nosso déficite.

Queridos governantes: Abram os olhos e sejam humildes!

Bradford DeLong, Professor na Universidade da Califórnia em Berkeley e antigo subsecretário do Tesouro dos EUA, escreve isto aqui:
(...)
" Compare-se esta abordagem com a actual política de expansão através da austeridade praticada pelo governo do primeiro-ministro britânico, David Cameron (com o Ministro das Finanças, George Osborne, como chefe da claque). O PIB real do país estagnou e existem fortes probabilidades de que o PIB real britânico caia novamente.

De facto, em menos de um ano, se as actuais previsões estiverem corretas, a Depressão da Grã-Bretanha de Cameron-Osborne não será simplesmente a pior depressão na Grã-Bretanha desde a Grande Depressão, será provavelmente a pior depressão que a Grã-Bretanha já conheceu. (...)

O fracasso da austeridade expansionista na Grã-Bretanha deve dar a todos os seus defensores a nível mundial razões para reflectir e repensar os seus cálculos políticos. A Grã-Bretanha é uma economia altamente aberta com uma taxa de câmbio flexível e com alguma margem para flexibilização monetária adicional.  (...)

Se é que alguma vez existiu um país onde a austeridade expansionista devia funcionar bem – onde o investimento privado e as exportações deveriam aumentar à medida que compras governamentais desciam, confirmando a visão que os seus defensores têm do mundo – esse país devia ser a Grã-Bretanha de hoje.

Mas a Grã-Bretanha de hoje não é esse país. E se a austeridade expansionista não está a funcionar na Grã-Bretanha, como poderá funcionar em países que são menos abertos, que não podem usar o canal da taxa de câmbio para aumentar as exportações e que não dispõem da confiança a longo prazo que os investidores e as empresas têm na Grã-Bretanha?
(...)
Responsáveis políticos de outros países do mundo, tomem nota: passar fome não é o caminho para a saúde e aumentar o desemprego não é uma fórmula para ter a confiança do mercado."

sábado, 28 de janeiro de 2012

E os feriados senhor!

Capa"Ainda ninguém do governo explicou porque a questão dos feriados está a ser tratada pelo ministro da economia, transportes,comunicações e emprego." José Medeiros Ferreira

Muito bem observado! Sendo esta uma questão de cultura e identidade nacional não se percebe porque está a ser tratada por alguém tido como estrangeirado e reconhecidamente pouco culto!

Isto é exemplar de como uma Nação está a ser vilipendiada por uma horda de neocons!

(Diferente seria se se tratasse de uma medida conjuntoral de emergência económica, tipo "suspender durante dois anos as comemorações de determinados dias").
PS - Para quem ainda não tenha percebido na alhada em que estamos metidos, recomendo a consulta do livro aqui exposto, em que o iluminado Álvaro assumindo o papel de criador do Universo discorre de como o moldaria à sua imagem - o drama foi terem-lhe posto na mão um boneco Vodoo com o formato de Portugal!

J. Edgar - Clint Eastwood no seu melhor!



Declaração de interesses:
1) Não sou comunista, nem anticomunista!
2) Sou heterossexual assumido mas recuso o chauvinismo sexual!
3) Gosto de cinema, já vi muitos filmes e sou um apreciador de Clint Eastwood!
4) A vida ensinou-me que com os cinzentos possíveis entre o branco e o preto, consegue-se ter todo o espetro cromático da vida!

Depois disto serei breve:
J. Edgar (Hoover) recentemente estreado em Portugal é um excelente filme e um ato de coragem cívica só possível em alguém, capaz de fazer sobrepôr as suas regras às da indústria!
Uma memorável interpretação de Leonardo di Caprio, que se diz ter abdicado do seu cachet corrente pela importância deste desafio.

O que me intriga são os comentários dos "críticos" de serviço da comunicação social portuguesa - no Público uma luminária tem a desfaçatez de insultuosamente dar uma estrela, em cinco, ao filme ( e os outros dois "cultos de serviço", dão 2 e 3 estrelas).

Nem só a pertença à maçonaria deveria fazer parte das declarações de interesses dos políticos e jornalistas...

Um belo filme, um grande realizador, vítima de uma conspiração de "forças ocultas", empenhadas em afastar da cultura o público que se deixa manipular por "atribuidores de estrelas".

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Salmo 118: falou então de uma nova época, que começava!

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“Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”.

10 anos depois!

Se soubessem que corriam risco de vida!


«Se soubessem que corriam risco de vida, os passageiros do Concordia teriam seguramente tentado impedir a decisão do comandante »

Prevenir a censura - a crónica da polémica!

“Em directo de Luanda, a RTP serviu nesta segunda-feira aos portugueses e ao mundo – eu vi aqui em Paris – uma emissão a que chamou ‘Reencontro’ e na qual desfilaram, durante duas horas, responsáveis políticos, empresários e comentadores de Portugal  e de Angola, entre alguns palhaços ricos e figuras grotescas do folclore local.
O serviço público de televisão tem estômago para muito, alguns dirão para tudo, mas o Reencontro a que assistimos desta vez foi um dos mais nauseantes e grosseiros exercícios de propaganda e mistificação a que alguma vez assisti. Há até propaganda comestível, quando feita com inteligência, mas nem sequer essa bitola foi conseguida, foi permitida, à emissão. A nossa televisão, a televisão paga por todos e que, de certo modo, é um pouco de cada um de nós, afectiva mas também politicamente,  foi a Luanda socializar com os apparatchik do regime, nos quais deveríamos reencontrar uma Angola irmã, uma Angola feliz, uma Angola nova.
Aconteceu o contrário. Reencontrei nesta emissão a falta de vergonha de uma elite que sabe o poder que tem e o exibe em cada palavra que diz. Não no conteúdo, mas no tom, seguro, simpático, veladamente sobranceiro. Aquela gente –  as divas, os engravatados, os socialites – são. ao mesmo tempo, a couraça e as lantejoulas de uma clique produzida pela história recente de um país que combinou uma guerra de 30 anos e uma riqueza concentrada, basicamente, no petróleo.
Oleocracia, chamou-lhe a socióloga francesa Christine Messiant, falecida faz agora anos, e que identificou como ninguém a natureza do poder de José Eduardo dos Santos, do MPLA, da Grande Família e das suas clientelas. Em poucas linhas, a clique angolana, em torno do Presidente, privatizou o Estado, numa teia de clientes da ‘economia política’ angolana e num aparelho que controla, por um lado, a segurança e o uso da força, e, por outro, as contas vitais da República, como a do petróleo, dos diamantes, do Banco Nacional e do Tesouro.
Os generais e barões da economia política fizeram ganhos astronómicos nas comissões dos contratos de armamento, do petróleo, da manutenção militar, por aí fora, e depois usaram esses recursos  em todos os negócios sensíveis, estratrégicos – as empresas de segurança, as companhias de aviação, os sectores das empresas públicas colocados em leasing, as companhias ligadas às forças armadas e à polícia. Um lucro incalculável e, o melhor, legal!
Como bem explicou Christine Messiant, o controlo da economia pelo topo do poder político (juntando as altas patentes e o politburo informal do Partido) usou e geriu a concorrência internacional, beneficiando a conivência, a colaboração ou a assistência de grupos estrangeiros na banca, no sector energético.
É esta, resumindo, a face verdadeira da nova Angola: o novo poder económico é apenas a nova máscara do velho poder político. Uma maquilhagem sofisticada mas óbvia, o bâton da ditadura, parafraseando o grande jornalista Rafael Marques.
Num reencontro digno para ambos os povos e ambas as audiências, teria havido por exemplo Rafael Marques, ou alguém que chamasse à corrupção, corrupçlão, e não, quase a medo, numa única pergunta, ‘um certo tipo de corrupção’, como fez Fátima Campos Ferreira.
Quem se encontra com a realidade de Angola, encontra a violência brutal nas Lundas diamantíferas, os despojos da guerra civil no tecido social e produtivo, a conflitualidade social latente entre quem tem o mundo e quem não é sequer dono da sua vida, ou a pobreza dos musseques de Luanda, que não desaparecem com o cair do cetim vermelho de um banco como na publicidade que embrulhou a emissão da RTP. Já agora, gostaria de ter reencontrado outros portugueses: os milhares que vão para Angola em fuga de um país sem esperança, o nosso, como se ia nos anos 50, e, como então, enfiados como semi-escravos e semi-reféns à mercê dos seus patrões – agora angolanos – num estaleiro, numa pedreira ou numa fazenda algures fora do alcance das visitas oficiais que chegam a Luanda.
Nesta emissão, enfim, Portugal confirmou que, como antes os nossos colonos, apenas temos a subserviência quando a situação não nos permite o abuso. É no que estamos. ‘Qual o objectivo do investimento angolano no estrangeiro?’, perguntava a jornalista. A resposta foi dada pela própria emissão: respeitabilidade. Luanda apenas compra aquilo que sabe que não tem.”
Pedro Rosa Mendes

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Premonição!

A Small Oasis

"Sinto que estamos a chegar a um ponto de viragem" - Vitor Gaspar, ministro das Finanças de Portugal.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ele é tudo tão rápido ... mas não consegue surpreender!

O primeiro-ministro deixa de ter a melhor avaliação, numa sondagem da Aximage, para se juntar a Francisco Louçã na última posição. No Governo, a popularidade de Paulo Macedo tem estado em queda livre e é o ministro menos popular, a par de Álvaro Santos Pereira. Nuno Crato ocupa a posição contrária.
Num mês, Passos Coelho passou de melhor para pior.
Em Janeiro, Coelho é, juntamente com Francisco Louçã, o líder partidário com pior avaliação para os portugueses na sondagem da Aximage para o Correio da Manhã.
 Em Dezembro, o primeiro-ministro português ocupava o primeiro lugar.
Em Janeiro, Portas acompanha o deslize do parceiro de coligação e obtém uma classificação de 9,3, abaixo da nota de António José Seguro (9,7) e de Jerónimo de Sousa (10), a única avaliação positiva.

Declaração de interesses: Não sou fumador!

AO CUIDADO DE FRANCISCO GEORGE

domingo, 1 de janeiro de 2012

A melhor análise política e económica do fim de ano

Sócios, ele é o Economista do Ano

Por Ferreira Fernandes

QUEM é o meu Economista do Ano? Sócios, é isso que vou explicar.
O que é que Portugal tem de fazer? Vai qu'ir buscar dinheiro... Ontem vi o patrão da barragem Três Gargantas, Cao Guangjing. Ele é o chinês que comprou a EDP - e fez-me luz! Foi quando ele disse: "Podemos trazer dinheiro e bancos chineses." Sócios, ele é o 20.º jogador do plantel, aquele que foi anunciado num discurso, em Lisboa, a 24 de Março!
Na altura, foi dito que vinham aí charters e os portugueses riram-se. E não é que aconteceu mesmo?! Portugal foi buscar sponsors, foi buscar as Três Gargantas.
Agora Portugal vai ter comissão de charters... vai ter comissão de bancos... vai ter comissão de barragens...
Ontem Cao Guangjing foi recebido no Ministério da Economia e hoje vai ao Ministério das Finanças e vai ser recebido por Passos Coelho... Porquê? Sócios, porque foi feito um Departamento do Jogador Chinês, como foi preconizado no tal discurso em Março. "Portugueses, isto é um projecto de irmos p'ra frente! Vamos ganhar, vamos tar lá em cima outra vez", foi dito então.
E agora eu vou ter que eleger o Economista do Ano. Aquele discurso não foi nem do Teixeira dos Santos nem do Constân... sócios... oh sócios... por favor, tou concentradíssimo, não é?, nem pelas falinhas mansas do Gaspar, nem pela sumidade académica do Álvaro - foi dito com os pés por Paulo Futre. Não foi citado pelo Financial Times mas está no YouTube. E, sócios, Futre foi o único que acertou.

«DN» de 30 Dez 11

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

PORQUE SERÁ?

Porque será que vivo com a sensação de que somos governados por um grupo de rapazolas e raparigas, que nunca fez nada de realmente útil na vida!? (Claro, há um bom par de excepções, em atitude técnica e afastados da ribalta, mas que resistirão até quando!?)
A contrapor a esse ambiente de associação de estudantes, quando aparece um Bagão Félix ou um Rui Rio, porque é que eu acho que parecem pessoas responsáveis e maduras que merecem ser ouvidas, mesmo que discorde das suas opiniões?!
Porque me parece estranho que Paulo Portas apareça como "o político mais experiente deste Governo" ? (e talvez por isso nunca está presente sempre que acontece algo relevante!).
Porque me incomoda que o ministro Relvas, a quem eu nunca compraria um carro, seja o estratega do governo?
Porque será que eu, que tanto me bati por correr com Sócrates, não me sinta agora mais descansado do que estava?
Porque será que sinto um ambiente de catástrofe no ar e tenho a sensação de que lá na sede do Associação de Estudantes não dão sequer conta do que aí virá (apesar do Pres. da Republica, dos ex-PR, do Cardeal Patriarca, dos militares, da dona Rosalina e as vizinhas não falarem doutra coisa!)?
Eu diria que a resposta está no primeiro parágrafo do texto (o que me levará a ser cada vez mais minimalista ...)!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

VIVEMOS MOMENTOS DETERMINANTES DA NOSSA VIDA COLETIVA!

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, dá mostras de ser dos lideres europeus com a atitude mais assertiva e construtiva.
Valha-nos isso!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

E agora posso parar? Não se páras estás perdido!

Um dos problemas da Europa, como agora toda a gente diz, é o da falta de Estadistas, de liderança natural coletivamente aceite.
Outro importante ponto fraco, tem sido a ausência de democracia - os acordos fazem-se nas costas do povo e são apresentados como incontornáveis e inquestionáveis.
Esta forma de governar leva no limite, à situação  a que assistimos na Grécia - não adianta os dirigentes acordarem o que quer que seja, se não existir aderência à realidade, se estiver instalado um ambiente de rebelião civil, quiçá de eminente rebelião militar, estado de sítio, guerra cívil, etc..
As decisões de gabinete não servem de nada se não ferem aceites pela rua!
Estas evidências são aquelas que os Estadistas percebem antecipadamente e evitam a triste e perigosa figura de andarem a fazer de conta que governam.
No "Principezinho" o rei dum planeta por ele visitado, dizia-se tão poderoso que até era obedecido pelo Sol, quando o mandava pôr-se. Mas só dava a ordem, quando ele estava na eminência de o fazer...

A saída da Grécia do União Europeia e do Euro, não será um problema difícil de digerir para a Europa.
E daí não se perceber o estado de agitação psicomotora que tomou conta dos dirigentes políticos europeus, dramatizando excessiva e despropositadamente o problema. A atitude normal seria dar todo o espaço à Grécia para decidir em consciência o seu futuro, transmitindo a ideia, que me parece verdadeira, que se alguém perderá muito com essa saída, será ela própria.
Ora o que está a acontecer, é que o Robespierre francês e a chanceler bávara, dão ares de um nervosismo intolerável, quase que pedindo à Grécia para ficar, para o bem de todos: que tolos são, o puerpério de um e a menopausa da outra não podem justificar tal desvario.
Excepto se esta desproporcionada dramatização, tiver em vista a preparação de um clima de tensão, que permita uma expurgação da União Económica e Monetária de todos os mediterrânicos, que possam perturbar a pureza centro-europeia, que evoca a alguns sonhos de um passado de fausto ( mas também de pesadelo).
Caberia ao presidente da Comissão, latino por supuesto, vir aclarar, que quem quiser sair, tem as portas abertas, sem ressentimentos, mas que o projeto europeu não está em causa (e já agora desafiar quem assim o entender a fazer o seu referendo, para que não surjam de novo dúvidas tão cedo!) e criar mecanismos mais democráticos de funcionamento da União!
Estamos no momento em que tudo se decide e pecar por omissão, pode levar-nos ao Inferno!

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Estamo-nos a ver gregos!

Apesar do alto risco da atitude - propôr um referendo sobre o destino da nação grega (que coisa estranha não é?! Isso é quase democracia direta! Cruzes, canhoto!) - ela vem lembrar que afinal há sempre saídas inesperadas, mesmo para as mais difíceis situações.
A chantagem de que só há uma via única, que os nossos governantes tentam passar, é que é intolerável.

As mais radicais e acutilantes críticas às escolhas que estão a ser feitas pelos nossos governantes, têm curiosamente vindo da Igreja.
Há dias numa iluminada reflexão, Frei Bento Domingues lembrava que apresentar as opções do governo como a única alternativa, além de uma pobreza intelectual deplorável, eram uma perigosa negação do próprio conceito de democracia - que por definição é a escolha entre diferentes alternativas.
No caso português com a agravante da escolha, em eleições, deste governo, ter assentado numa proposta de política diametralmente oposta à agora seguida e apresentada como via única (Sócrates caiu, infelizmente não por ser um mitómano e governar o país em negação da realidade, mas por causa dos PECs e das medidas restritivas anunciadas, às quais os atuais governantes contrapuseram promessas de alívio - não aumentavam impostos, não retiravam deduções fiscais, não reduziam professores, lembram-se ainda?!).

Os gregos (ou Papandreou!) têm pelo menos o mérito de vir recordar algumas questões básicas:
1) O regime político em vigor nos países europeus é a democracia!
2) Democracia implica também a assunção das responsabilidades pelo povo - e isso notou-se nas reações da rua na Grécia, com as pessoas a temerem o referendo, pois a situação não tem solução fácil e ninguém quer arcar com os riscos de uma escolha - apesar de desastroso, é preferível ter o bode espiatório dos políticos para se descarregarem as culpas (e quanto a ser tarde para chamar o povo a decidir, como ouvi nas entrevistas em Atenas, lembro que "mais vale tarde, que nunca"!).
3) Existem sempre alternativas na abordagem de um problema - podemos é estar convencidos que a nossa é a melhor, apenas!
4) Um rato pode paralisar, ainda que momentaneamente, um elefante! (Deverá é estar preparado para fugir, quando o paquiderme o tentar esmagar!) .

Ao dar xeque ao rei  (e à  rainha!) europeu, com poucas pedras em cima do tabuleiro, os gregos provaram que só se está derrotado no fim da partida e que talvez valha mais a pena morrer com dignidade, do que continuar um morto-vivo sem futuro nem vontade própria!