ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? NÃO SE PÁRAS ESTÁS PERDIDO! Goethe

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sábado, 18 de maio de 2013

30 ANOS DEPOIS



Revi ontem "Os amigos de Alex". Há 30 anos eram uns trintões que inspiraram bastante (confirmo agora), a atitude que fui tendo na vida!
Hoje estes "jovens" continuam atuais e o filme resistiu bem à passagem do tempo!
É um clássico muito recomendável para perceber que afinal o mundo não muda tanto assim!
Apenas Hollywood já não tolera que se fume (o que seja!) assim descontraidamente (quanto ao sexo, esse continua a ser permitido, valha-nos isso!).

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Saudades (da minha infância, entenda-se!)

















Que saudades do tempo em que tínhamos um presidente da república que vestia de branco e parecia um inofensivo vendedor de gelados! (vá, eu era uma criancinha e os discursos do senhor eram inspiradores para as redações da primária!)
Agora temos um que diz tantos disparates como esse ido, mas é vendedor de santinhos, não paga as promessas e assusta as criancinhas!

À espera da srª Merckel

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Subscrevo por baixo ...

O espectáculo diário da indigência torna-se doloroso!
Ontem um exultante deputado da nação, bradava com orgulho na triste arena onde se exibe diariamente, que "subscrevia por baixo"!
As televisões mostram, não comentam e assim enriquecem culturalmente o povo (afastando simultaneamente da coisa pública a minoria culta!).
Entre "subscrever por baixo" e "tomar", ainda assim agrada-me mais ouvir a segunda versão...!

O que mais me custa

O que mais me custa e intriga nos tempos que correm, é ver a condução da sociedade, dos interesses do colectivo, entregues aos mais medíocres de nós.
A teoria dos fractais também se aplica à sociedade - se na super-estrutura o ambiente é o do oportunismo, da trafulhice, do arrivismo, também nos outros diferentes níveis essa vai ser a cultura triunfante e dominante.
Só já um tremor de terra, será capaz de mudar a paisagem!

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A perda de poder de compra do funcionário público



Raramente no espaço público, alguém se dá ao trabalho de explicar, muito devagar, como a classe média e média alta tem vindo a ser proletarizada nos últimos anos em Portugal.
estudos que o detalham, mas explicado com umas contas simples de merceeiro, percebe-se melhor!
Antes convém não esquecer, que a maioria dos quadros com diferenciação intelectual superior são em Portugal funcionários públicos (fp) ou equiparados, em virtude do modelo de organização social e económica do país.
Comparar com outros países os níveis de salários dos "funcionários" versus "privados", pode pois não fazer o mínimo sentido, Só como exemplo, em países como a França ou a Bélgica, em que a saúde também é maioritariamente suportada pelo Estado, os profissionais da área - médicos, enfermeiros e outros quadros superiores, são ou independentes ou assalariados de empresas privadas que convencionam os serviços com o estado, o que altera completamente a comparação. O mesmo se aplica à área da educação, etc.

Vamos então a contas:
Comecemos com um salário indice (SI) de 100 (em paridade de poder de compra- ppc)
1 - Desde 2010 que os fp não vêm os seus vencimentos atualizados.
Considerando a inflação em 2010/2012 respetivamente de 2,5, 3,6 e 1,9, temos aí uma desvalorização de 8,1% do salário. SI reduzido a 91,9(ppc)
2 - Depois com a aplicação da redução entre 3,5 a 10% ás retribuições da FP (superiores a 1500€) e considerando neste exemplo um quadro superior em que a redução é de 10% (total da remuneração bruta mensal de 4200) o SI fica reduzido a 91,9 menos 10%, isto é 82,7.
3 - Mas como este trabalhador teve ainda o infortúnio de lhe ter sido retirado o subsídio de férias, o que equivale a 7,14% do seu salário anual, fica desta feita reduzido o seu SI a 76,8.
Assim temos que ainda antes de começar a pagar imposto, já teve uma contração de 23,2 do seu rendimento do trabalho ( isto simplificando, pois alguns dos seus ganhos suplementares como pagamento de horas incómodas e horas extra tiveram cortes que atingiram os 75%).
4 - Agora vejamos quanto vai pagar de impostos sobre o que lhe resta:

Em 2013, pagará de acordo com o rendimento, o seguinte IRS:
    rendim. até           %  sobretaxa   +           tx solid.       Total 

7000 14,53,5 18
20000 28,5 3,5 32
40000 37 3,5 40,5
80000 45 3,5 48,5
               »8000048 3,5 2,5 54
Portanto o nosso exemplo irá pagar entre 48,5 a 54% de IRS (conforme ganhe acima de 2857 ou 5714 euros brutos por mês). Para que não haja demagogia nas contas a taxa média para o escalão 40 a 80000 é de 37,65+3,5= 41,15% e para o seguinte naturalmente superior, pelo menos nos 2,5% da taxa de solidariedade. Mas os rendimentos marginais são os da tabela ...
Consideremos pois para efeitos de cálculo um valor 43,65%, embora não possamos esquecer que tudo que este trabalhador ganhar acima disto (umas aulas como convidado, um parecer ou um projeto) será taxado a 54%.
Falta ainda acrescentar os seus descontos obrigatórios para a CGA (11%), que este ano, muito importante, incidem sobre a totalidade dos proventos  e Adse (1,5%).
Temos portanto um total de encargos para o Estado de 43,65 de irs (54 para os rendimentos marginais)+ 11(cga)+1,5(adse)=56,15%.
Então com a aplicação de impostos e taxas temos o IS que estava em 76,8, amputado em mais 56,15%, ficando o SI em 33,6. ( O tal rendimento acima de 80 000 estará por esta altura em 25,9% - a mesma taxa de confisco de 75% que em França quando anunciada para rendimentos anuais superiores a 1 milhão de euros, levou Depardieu a tornar-se russo - o azar é que os médicos, juízes, professores portugueses não podem emigrar para Andorra!)
Portanto, aquele quadro superior que aparentemente até é bem remunerado, só leva para casa cerca de um terço do que supostamente deveria ganhar. De qualquer provento extra fica-lhe um quarto!
E é com esse remanescente, que tal como os outros seus concidadãos, ainda vai pagar iva de 23% sobre tudo que consumir,  IMI sobre a casa que comprou, taxas moderadoras, portagens, IUC, propinas, etc.
Acha que ainda resta algum entusiasmo a este privilegiado!?
O que lhe sugere?



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

BOA LEMBRANÇA!




“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique.
Tudo o resto é publicidade”
George Orwell

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Um banqueiro a primeiro?

Escrevia eu em Setembro de 2012:

"Que saída nos resta então?
Não fora o azar perseguir este povo (soa bem!?), poderia haver a solução presidencial.
Uma espécie de suspensão da democracia preconizada pela MFL, com um senador respeitado e experiente a conduzir os destinos do país, por um período que permitisse à sociedade renovar os partidos, refletir sobre o sistema, enquanto atravessássemos a tormenta da crise, liderados por alguém sem vaidades, nem favores para satisfazer.
Parece idílico? Talvez, mas a Itália está a fazer este percurso, com aparente sucesso.
Mas nós com a múmia a ocupar a cadeira presidencial, temos poucas hipóteses de tal vir a acontecer!"

Será que com o delay próprio das múmias a coisa está para acontecer?

domingo, 30 de dezembro de 2012

Bom ano de 2013!



Não, não é piada de mau gosto!
Mesmo no meio da maior tempestade, sempre pode surgir um raio de sol retemperador!
E depois, parafraseando o Pedro, é bom que cheguemos ao fim vivos!
Boas entradas e pense sempre que há vida para além do deficite!

E o povo aguenta isto!

Sec Estado Fernando Leal da Costa

Depois de um primeiro ministro que chamou piegas aos portugueses, temos agora um secret. estado do Min. Saúde, a dizer que temos de ficar menos doentes, a ver se o SNS aguenta.("é necessário um esforço dos cidadãos na redução das probabilidades  de ficarem doentes"(sic)).

Embora médico, Fernando Leal da Costa nunca lidou com doentes. É hematologista, animal pois de laboratório e fundamentalmente da política, pois o seu currículo é forte em Comissões, nomeações e outras perversões.
Mas no lugar que atualmente ocupa nunca poderia ter dito aquilo que disse. Transmitiu a mensagem mais tenebrosa que se pode passar em Saúde - a de que as pessoas são culpadas pelas suas doenças! Isto é associar a noção de doença à do pecado, o que para além de cientificamente errado é cruel!
E teve ainda a desfaçatez de dar como exemplo a diabetes, querendo ali para a mesa de café para onde julgava que falava, dar a entender que apesar de político até percebe umas coisas de saúde! (A diabetes tem uma forte componente genética e duas pessoas com exatamente os mesmos hábitos alimentares e de vida, não têm uma propensão idêntica para a doença!)
Aquilo que ele na sua inexperiência clínica julgava estar a fazer, era promover a ideia dos comportamentos saudáveis, da prevenção das doenças associadas a hábitos errados, etc e tal.O que ele fez, foi insultar os doentes e aumentar o clima geral de desânimo e depressão em que o país vive.
Num país normal sem uma retratação pública sincera e um pedido de desculpas aos doentes crónicos, este senhor com cara de Vale e Azevedo seria demitido. Aqui ficaremos à espera que se arrependa do que disse no dia em que alguma doença imprevista lhe bata à porta!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Privatização da Saúde em Madrid!




Não faltará por cá quem sonhe fazer o mesmo! Valha-nos Deus, que de momento pouco valem os homens ...
(ou de para que serve afinal o papão da crise!)

Filmes - Peço ajuda!


Nesta semana, orientado pelas críticas hiperbólicas dos entendidos do Expresso e do Público, mais as suas respetivas estrelas, vi Holy Motors e Amor.
O primeiro é um filme cavernoso, provocantemente feio, sem qualquer atrativo técnico ou temático.
O segundo é um excelente exercício de meditação sobre a vida, a relação entre as pessoas, o envelhecimento, a família. Isto somado a um desempenho e direção de atores extraordinários e a uma realização rigorosa e contida. Um flime sublime, como aliás já tinha achado o filme anterior de Haneke ( O Laço Branco ).


Alguém que me ajude: conhece algum crítico de cinema que me pudesse ter desaconselhado o primeiro e recomendado o segundo?
É que ando a perder demasiado tempo com recomendações de pessoas com quem de facto não tenho, pelos vistos, grande afinidade!