ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? NÃO SE PÁRAS ESTÁS PERDIDO! Goethe

- ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? - NÃO, SE PÁRAS, ESTÁS PERDIDO! Goethe



domingo, 30 de janeiro de 2011

As redes sociais fazem-nos mais tristes?



"Se apenas quiséssemos ser felizes, seria fácil; mas nós queremos ser mais felizes que os outros, o que é quase sempre difícil, dado que os julgamos mais felizes daquilo que são" - Montesquieu

"Misery Has More Company Than People Think," um artigo publicado na edição de Janeiro do Personality and Social Psychology Bulletin, por Alex Jordan, da Universidade de Stanford, conclui que a frequência das redes sociais contribui predominantemente para o aumento da sensação de infelicidade da maioria dos utilizadores.

O que encontramos na rede são geralmente os momentos felizes dos seus frequentadores - as fotografias de férias, as festas, o júbilo por um novo filho ou amizade, os momentos mais eloquentes...
Os perfis são cuidadosamente publicados, para cada um dar de si uma imagem de sucesso e felicidade.
Assim as nossas vidas, com os seus altos e baixos, quando comparadas com estes relatos de vivências bem sucedidas, parecem enfadonhas e piores daquilo que realmente são. E aumentam a tendência para a encenação das nossas vidas!

Outro recente estudo sugere que o perfil de utilização das mulheres, que estão em predomínio na rede, as expõe mais a este risco. Ao contrário dos homens que usam mais este veículo para trocarem notícias e acontecimentos, as mulheres tendem a partilhar mais assuntos pessoais e a exprimirem sentimentos.
Já alguns estudos se tinham debruçado sobre o tema, nomeadamente o efeito dos relatos de grávidas felizes, sobre as suas amigas estéreis.

A conclusão é que aquilo que mostramos no facebook, tem algumas parecenças com uma imagem publicitária, atractiva mas dificilmente alcançável. E que vai ajudar a sensação de frustração de todos que estejam numa fase menos boa!

O mal estará na atitude há tantos anos descrita por Montesquieu, de nos realizarmos por comparação, mas essa é uma fraqueza humana quase inerente à sua natureza!
Quem se libertar deste condicionalismo terá este e muitos (muitos mesmo) outros problemas resolvidos!

Doravante passarei a publicar no facebook os meus desgostos, os meus falhanços, as minhas limitações, de forma a contribuir para a vossa felicidade!
Acham?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Clint Eastwood - nos cinemas!



Sou da opinião que a primeira referência dum filme deveria ser o seu realizador, como num livro é o escritor, ou num quadro, o pintor.
Isto sem menosprezar os outros co-autores da obra, os atores, o diretor de fotografia, o responsável da banda sonora e por aí além.
Claro que um mau elenco ou o elenco errado, dá cabo de qualquer filme, mas dificilmente um bom intérprete redime uma má realização. Os grandes realizadores estão de resto associados a grandes atores e muitas vezes concebem filmes a pensarem especificamente num intérprete.
Vai esta conversa por mesmo no caso de Clint Eastwood, um realizador popular e reconhecido, no cartaz do seu último filme, aparecer em destaque o nome de Matt Damon e não o seu!
Matt venderá mais que Clint, mas não era assim que as coisas deveriam ser!
Sinal dos tempos!

Matt Damon (nasc. 1970) é de resto um dos meus atores preferidos. Desde o Bom Rebelde (1997, real. Gus van Sant),  que tenho seguido agradavelmente a sua aparição no ecrã - O Talentoso Mr. Ripley (1999, r. A Minghella), Descobrir Forrester (2000, Gus van Sant), Entre Inimigos ( 2006, M. Scorsese), O Bom Pastor ( 2006, Robert de Niro), isto para além da saga Ocean's e duma série de filmes Político/Policiais (Syriana, Ultimatum) em que a sua personagem "baça", casa bem com o do agente secreto ou clandestino. Damon é um ator ao jeito da escola Actor´s Studio, conseguindo anular a sua personalidade e deixar-se encarnar pela personagem, conferindo grande credibilidade e coerência à interpretação, mas mantendo um registo aparentemente discreto e reservado.
Nesta última obra de Eastwwod, Matt contracena com Cécile de France (nasc.1975), agradável surpresa de origem belga e com carreira até agora quase confinada ao universo francófono ligeiro, no papel de uma apresentadora televisiva de sucesso, que após uma quase-morte num tsunami no Pacífico (que constitui a sequência de abertura do filme e só por si vale a sua visualização), vê a sua vida mudada, interessando-se pela questão da vida para além da morte, tema que a levará a Damon, felizmente ainda em vida e aparentemente com muito futuro e proveito para ambos.
Há ainda um terceiro (duplo) personagem, um par de gémeos londrinos, que partilham esta história de três afluentes (S.Francisco, Paris, Londres), numa aproximação a esta temática metapsiquica - a existência de vida depois da morte - que é apenas esboçada e sugerida, não havendo propriamente uma tese sobre o assunto. ( Este é pois um filme candidato a uma bolsa da Fundação Bial. )
Independentemente do que se pensar sobre o assunto, a situação do gémeo sobrevivente, parece ilustrar uma verdade incontornável - há momentos, seja qual for o método utilizado, em que é preciso resolver a culpa, as dependências, apaziguarmo-nos connosco próprios, para seguir em frente e reencontrar a felicidade.

Clint Eastwood não terá aqui um dos seus melhores filmes, mas evita cair em demagogias sobre um tema delicado e consegue um todo coerente.
Dele direi, que nunca me fez sentir a perder o meu tempo, a ver qualquer uma das suas obras.
E nunca esquecerei As Pontes de Madison County (1995), em que contracena com a melhor Meryl Streep de que tenho memória, Bird (1988),  uma biografia de Charlie Parker, onde filma o Jazz de uma forma soberba, Million Dollar Baby (2004), onde aborda profundamente o tema da eutanásia, sem ninguém quase dar por isso.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Os anos mais importantes das nossas vidas!



Um estudo aparentemente bem feito, vem provar que o nível de autocontrolo de crianças com 3 e 5 anos está diretamente relacionado com a sua saúde, riqueza e nível de problemas psicossociais, quando adultas.
Trata-se de um estudo que acompanhou durante quase 30 anos, mais de 1000 pessoas, desde a primeira infância até aos 32 anos. Os resultados são inequívocos e confirmam dados anteriores, que excluem as diferenças socioeconómicas, de QI ou genéticas (pela análise comparativa de gémeos), na origem das diferenças alcançadas.

Aparentemente nada de novo, já que existe uma forte convicção científica de que os primeiros 6 anos de vida são particularmente importantes na estruturação do carácter e personalidade de uma pessoa.
Até aos 3 anos de idade, as cerca de 100 biliões de células cerebrais com as quais uma criança nasce, desenvolvem um quatrilião de ligações. O número é o dobro de conexões que um adulto possui. Aos 4 anos, estima-se que a criança tenha atingido metade do seu potencial intelectual.
De acordo com as modernas teorias neurobiológicas pensa-se que o comportamento, as emoções, a forma de pensar e reagir têm um substrato anatomo-fisiológico e que pela idade da entrada da criança na escola, essa estrutura estará praticamente terminada.

Cada minuto gasto com o seu filho(a) nos primeiros 6 anos de vida, enquanto ele está a construir e organizar a sua matriz neurosensitiva, repercute-se exponencialmente ao longo da sua vida.
Será essa provavelmente a melhor herança que lhe poderá deixar!
Porque, como diz um amigo meu, é melhor ser rico e saudável, do que pobre e doente ...

Nos países em que as políticas são orientadas numa base científica, como é o caso dos nórdicos, a infância e particularmente as chamadas primeira (0 aos 3 anos) e segunda (3 aos 6 anos) infâncias, estão no centro da atenção social, económica e política. Isto repercute-se na legislação laboral, fiscal, cultural, isto é, é transversal a todas as áreas de decisão e planeamento público e entendido como uma prioridade nacional.
Os resultados destas políticas são certos, mas demoram uma geração, no mínimo, a serem notórios!
Para os executar são precisos responsáveis que encarem a ciência sériamente e que não estejam à espera de sucesso fácil e rápido.

A vaidade e a necessidade de reconhecimento permanente, são incompatíveis com estas opções!
 Infelizmente, não é com uns Magalhães que a coisa resulta ...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

As Viagens de Gulliver

File:Gulliver.jpg

Sendo um dos clássicos da literatura, que consta em todas as listas das mais importantes obras de sempre, já está na pilha dos livros a ler há bastante tempo.
Obra de Jonathan Swift, datada de 1726, aparece habitualmente classificada na literatura infanto-juvenil, embora constitua uma mordaz crítica da sociedade inglesa e francesa da época.
Gulliver é um médico, transformado em capitão de navio que vive inacreditáveis aventuras em ambientes inesperados - são ao todo 4 as suas viagens, sendo a primeira à ilha de Lilliput (onde as pessoas mediam à volta de 15cm de altura) e a segunda a Brobdingnag (com habitantes gigantes de 10 metros de estatura), as mais conhecidas.
Este livro que já originou incontáveis sequelas e imitações, gravuras, ilustrações, obras musicais (uma famosa suite de Telemann), já teve um imenso rol de versões para televisão e cinema.

Apareceu agora mais uma versão cinematográfica com o ator Jack Black no lugar de Gulliver..
Versão "infantilizada" da obra, dá uma versão contemporânea da viagem a Lilliput, com uma referência de passagem a Brobdingnag, que parece metida a martelo e amputada de sentido.
Não explorando o lado sociológico do livro, trata-se apenas de um divertimento um pouco bacôco, que nos seus melhores momentos não vai além de nos fazer sorrir.
Depois de Shrek, onde ficou patente no cinema, que uma obra infantil pode ter múltiplos níveis de leitura, tornando-se um produto cultural global, é muito redutor ver uma obra que já tinha tido essa ambição 300 anos antes, reduzida a esta menoridade.


A versão BD, para adultos, de Milo Manara, continua a merecer uma leitura!

Tapetes (5)



Nas Mil e Uma Noites existia, mas nunca o encontrei à venda!
De momento era o tapete que mais gostava de possuir, não para vencer distâncias físicas, mas para alcançar outras dimensões espirituais!
Sem tapete vai dar mais trabalho, mas deve-se conseguir à mesma!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Pensamentos de um Homem Cansado



NUMA CULTURA DE MEDIOCRICIDADE, O RIGOR É CHAMADO DE INTRANSIGÊNCIA!

NUMA SOCIEDADE DE RASTEJANTES, DESCONFIA-SE DE QUEM SE QUER ERGUER!

BOM FIM DE SEMANA, QUE ESTÁ SOL!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Exmo Srs.




Exmª Dª.X - Empregada Doméstica
Exmª Srª Diretora da Escola X
Exmo Sr. Diretor do Externato X
Exmº Sr. Dir. da Academia de Música X
Exmº Sr. Dir. do Instituto de Línguas X
Exmº Sr. Dir. do Clube Desportivo X
Exmº Sr. Dir. da Tv Cabo, PT, Clix, Smas, Edp
Exmº Sr Dir. da Companhia de Seguros X
Exmº Sr. Dir. Geral das Contribuições e Impostos
Exmº Pres. da Câmara Municipal X

Tendo com Vªs Excels. uma relação contratual de prestação de serviços ou de obrigações tributárias, de que são beneficiários os meus filhos e eu próprio, cujo custo é suportado pelo meu orçamento pessoal, venho-lhes pela presente comunicação transmitir a minha intenção de redução dos valores contratuais em 10%, a vigorar já neste mesmo mês de Janeiro, por motivos de força maior, isto é, de risco de rotura orçamental.
Desta forma mais não faço que refletir nos meus fornecedores uma medida da qual fui vítima por parte do meu contratador, o Estado Português, que decidiu unilateralmente amputar em 10% o valor da remuneração a que estava obrigado contratualmente.
Embora compreenda a estupefação e revolta que esta minha atitude possa causar em Vªs Exªs, podem crer que não será maior que a que sinto em mim, já que dependo exclusivamente desta fonte de rendimentos.
Quanto à possibilidade de me cortarem o fornecimento dos vossos serviços, ou alterarem as condicões de prestação dos mesmos, desde já vos alerto de que tal atitude será concerteza ilegal, já que relativamente à minha situação, seguramente mais gravosa que a vossa, o entendimento judicial tem sido o do indeferimento de qualquer acção cautelar até agora intreposta.
Resta-vos naturalmente a contestação desta minha atitude por via judicial, o que não só sugiro como apoio do fundo do meu coração - na esperança de que ao vos ser dada razão, também a mim ela será concedida, resultando daí um franco saldo positivo para a minha saúde financeira.
Para efeitos de justificação desta revisão unilateral das condições contratuais, evoco o interesse superior da Nação, dado o risco de rotura orçamental em que me encontro.

PS. - Podem Vªs Exªs questionar-se se eu não poderia cortar em despesas supérfluas como restauração, férias, extermínio dos animais domésticos, etc.
Na verdade penso que não devo ir por aí, seguindo de resto o exemplo do meu empregador, que achou mais conveniente e quiçá mais fácil, cortar por igual nas despesas, sem se perder em restruturações ou cortes nos esbanjamentos, que acabam por ser, como se sabe, sempre polémicas e porventura injustas.

Certo de que compreenderá as razões desta minha atitude, subscrevo-me atenciosamente:::::::::

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Confúcio



Este artigo publicado no New York Times de sábado, vem chamar a atenção para os resultados do PISA, estudo comparativo sobre a avaliação dos estudantes do secundário em diferentes regiõs do Mundo, nas competências de ciência, matemática e leitura e que tanto fez enfunar o nosso Governo.
Das cinco regiões primeiro classificadas (com Xangai numa primeira posição folgada - a verde, com uma classificação de 600) apenas a Finlândia, não tem uma matriz cultural Confucionista (os outros são Singapura, Hong Kong e Coreia do Sul).
A leitura deste colunista destaca o valor que é dado à educação e à meritocracia nesta filosofia oriental.

Já agora, a leitura deste quadro permite-nos perceber a razão da "subida" de cotação de Portugal este ano!



Portugal beneficiou, aliás como todos os mal classificados da avaliação, da alteração dos critérios de aferição, que passaram a incluir uma percentagem maior de perguntas fáceis e simultâneamente dum aumento do nível de exigência das perguntas difíceis - o que como se também pode ver penalizou o grupo dos bem classificados!

Portugal aparece mesmo como o primeiro do grupo dos "fracos", que beneficiou com a alteração da grelha avaliativa imposta pela OCDE, sob pressão do seu lider, o Presidente Mexicano...
Que estes resultados tenham sido motivo de comunicação especial ao país pelo PM, como exemplo da saída de Portugal da crise, deve ser motivo de reflexão para todos!

Vai uma bengalada!

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar."

Abílio Guerra Junqueiro, 1896,  in "A Pátria"

TEMPO CONTADO: O jugo

Porque me parece evidente, mas pouco reconhecido o conceito, sugiro a quem aqui vier, a leitura de TEMPO CONTADO: O jugo, da autoria de Rentes de Carvalho, um provinciano cosmopolita, que não compreende o que se passa com este povo!

domingo, 16 de janeiro de 2011

Retrato da Grande Depressão







O autor do mês do Clube de Leitura é  John Steinbeck (1902-1968).

"As Vinhas da Ira" (1939), que no ano seguinte à sua publicação receberia o Prémio Pulitzer e seria levado ao cinema por John Ford (óscar de melhor realizador, com Henry Fonda, Jane Darwell e John Carradine), é consensualmente considerado um dos seus mais importantes livros e foi o livro escolhido para este mês, pelos participantes no clube de leitura.
Tendo por pano de fundo a América dos anos 30, relata a saga dos Joad, uma família rural de Oklahoma, obrigada a migrar para Oeste pela seca e a industrialização da agricultura.
Livro muito oportuno nos tempos que correm, já que os tempos que se avizinham, poderão ter económica e socialmente muito em comum com os da Grande Depressão Americana, que precederam a segunda grande guerra.

De Steinbeck, li na minha juventude "A um Deus Desconhecido", seu segundo romance, que me marcou profundamente, sendo o seu carvalho "totémico", uma das inspirações a que frequentemente retorno.

Nas muitas listas de livros mais importantes (de sempre, do século), que têm sido publicadas e para as quais deixo links a seguir, esta obra maior da literatura americana, que esteve na origem da atribuição do Nobel em 1962, é uma presença assídua.


110 melhores livros — A Biblioteca Perfeita do "The Telegraph"

100 melhores livros do "The Guardian”

 Clube de Leitura da Oprah

Lista dos livros mais vendidos de sempre da Wikipédia

100 melhores romances do século XX do Radcliffe Publishing Coorte

100 melhores romances da Modern Library 

Lista da "Newsweek” das suas 50 escolhas atuais.


100 melhores romances em língua inglesa desde 1923 da "Time"

Livros do século da New York Public Library

Lista de leitura do St. John's College


Os 100 livros do século do "Le Monde"



"Pela grossura da camada de pó que cobre a lombada dos livros de uma biblioteca pública pode medir-se a cultura de um povo."  John Steinbeck.

Continuemos pois a retirar pó das estantes!
Boa leitura!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

82 velas!



" O "Petit Vingtième" sempre desejoso de satisfazer os seus leitores e de os manter ao corrente do que se passa no estrangeiro, acaba de enviar à Russia Soviética um dos seus melhores repórteres - TINTIN!" -
Assim começava a 10 de Janeiro de 1929 a saga deste herói tão especial que nos ajudou a ser felizes e a melhor compreender o Mundo.

Parabéns e obrigado!

A ver se não desaparecemos!



Leio aqui a primeira boa notícia do ano!

Sem gente é que isto não vai lá!

Contudo só números mais detalhados permitirão abordar o assunto mais a sério!

Onde nasceram? Em Viana do Castelo pelos números que conheço, terá havido uma queda de quase 10%!

O opinador!

[marcelo_rebelo_de_sousa.jpg]


O Prof. Marcelo já nos habituou a tudo!
Tendo tentado chegar à responsabilidade política pela via usual em democracia (os votos!) e não conseguindo (o que por si não o diminui em nada!), refugiou-se no comentário político/social/cultural/desportivo/jurídico/estético, para fazer valer a sua influência no país!

E com o tempo fomo-nos habituando - aos seus 30 livros lidos numa semana, aos seus comentários sobre ementas de jantares que nunca existiram, à sua vertente mitómana e intriguista, ao seu saber pretensamente enciclopédico!

E portanto, do alto da sua cátedra televisiva, vai discorrendo sobre como deveria ser o país, as almôndegas, as coladeras e o acasalamento dos gafanhotos. Não sendo o seu programa de política propriamente, mas mais de entretenimento, não virá ao Mundo grande mal de tudo o que lá se passa!

Mas ontem ao vê-lo na TV assustei-me - mais na linha das aparições semanais de Chavez na televisão venezuelana, Marcelo já não se coíbe de dar instruções de como os juízes devem sentenciar as providencias cautelares interpostas pelos Sindicatos da Funçaõ Pública.
Não opina, dá orientações!
E sendo um professor de Direito, isso assustou-me (já teria achado piada se dissesse como um cirurgião deveria operar um apêndice ou um arquiteto iluminar uma casa!).

Foi aí que eu achei, que ainda bem que este inteligente professor (que se distingue por simplificar tanto os assuntos para os tornar compreensíveis para o povo, que às vezes ficamos com a dúvida se de facto percebeu alguma coisa!), nunca tenha sido eleito para coisa nenhuma!

Mr. Chance não convence!


Como já aqui tivemos em tempo oportunidade de expor, Cavaco é uma mão cheia de nada, um enigma para Pitonisas desvendarem, uma espécie de mal-o-menos perene, a convicção de que fraquinho, mas honesto.

Vem agora a evidência demonstrar que afinal é só fraquinho, porque parece que de honesto estamos conversados! Diga agora o que disser Cavaco, já deu para perceber que participou e beneficiou do esquema do BPN! E não foi até assim tão pouco - 350 000 € entre ele e a filha (e este detalhe da filha é significativo, porque indicia uma estratégia de "ocultação de provas" e portanto de noção de ilícito moral!)!
Juntando as pontas de outras histórias, dá agora para perceber melhor a sua relutância em dispensar Dias Loureiro do Conselho de Estado, o seu patrocínio do resgate público do banco, a presença em massa do Conselho de Administração cessante do BPN e SLN na sua Comissão de Honra!
Há muitos anos que um amigo meu defende a tese, que sendo Portugal um país com uma tolerância à corrupção elevadíssima, só se compreende a inexistência duma organização tipo Mafia Calabresa, pelo facto das pessoas que eventualmente a integrariam, estarem insuspeitamente infiltradas no Aparelho de Estado!
Em países em que o povo anda menos distraído, esta semana um deputado foi preso (prisão efetiva) por ter beneficiado indevidamente de 26 000€!

Uma pessoa informada, honesta, não fanatisada, não poderá votar de novo em Cavaco. Quantas pessoas prenchem este perfil? Não sei, mas estou certo que existem!

Quem poderá beneficiar eleitoralmente da circunstância?
Do alfobre de alternativas existente, apenas Nobre, por não ter uma caracterização ideológica definida, penso estará em posição de recolher alguns destes "votos de verticalidade" de um eleitorado conservador! Curiosamente foi o único candidato que até agora, evitou abordar o assunto!
Não me espantarei portanto se vir Nobre durante a campanha crescer significativamente em intenções de voto - porém também o contrário já não me espantará!

De uma coisa estou certo - Cavaco será reeleito com os votos de um povo ignorante, desinteressado e/ou pouco rigoroso em assuntos de caracter!

Quanto a Alegre, a forma leviana e pateta como tentou contornar a acusação de ter participado numa campanha publicitária dum banco (quando aparentemente o seu estatuto o impedia), não augura nada de bom, quanto à possibilidade de o ter no posto cimeiro da Nação.
Ao contrário de uma certa opinião corrente, considero que o comportamento dos políticos em situações de stress, são o melhor indicador que o eleitorado pode ter sobre a sua capacidade para comandarem os destinos dum País.

Como já perceberam, já excluí dois das minhas possibilidades de voto!

Não havendo nenhum candidato que me entusiasme propriamente, o único método de escolha que me resta é o da eliminação sucessiva dos mais inadequados ou então o refúgio num voto de "protesto"!
Quem será o contemplado?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Tapetes de Pele (4)

Hide World Hides  Collection Cowhide Patchwork Tiles Black Rug

Nem só de lâ, seda e algodão vivem os tapetes!
A pele pode ser usada de variadas formas na feitura dum tapete.
A aparência e as técnicas de confecção são ilimitadas!

Aqui apresento  um tapete em Patchwork de pele de vaca, originário do Pakistão e um de nós de "spaghetti de couro" originário da Índia, feito em tear.

As proveniências também são variadas, cabendo aqui um lugar especial à América Latina, particularmente à Argentina.

Os tapetes são a pele da sua casa e nunca como neste caso o termo foi tão apropriadamente aplicado!

Arrotar postas de pescada!



A corrida aos stands no fim do ano de 2010 chocou-me.
Ou os portugueses ainda não perceberam o que vem aí ou estão-se completamente nas tintas para as consequências dos seus actos.
Além disso o episódio revela uma imaturidade para resistir aos apelos do consumo que não prenuncia nada de bom.
Em 2010 bateu-se o recorde de vendas de viaturas desde 2002 - ano do "país da tanga", lembram-se - e pelos números revelados o incremento de vendas teve maior incidência nas viaturas de alta gama!

Ontem Fernando Ulrich era "editor adjunto" da Sic Notícias. Não sei se inebriado pela presença perturbante da Ana Lourenço, concluiu por mor disso, que deveria ser aumentada a fiscalidade sobre os veículos e o combustível.
De facto os portugueses parecem desorientados, mas Ulrich também.
Primeiro - estou em crer que não paga do seu bolso nem o carro, nem o combustível - logo ficam-lhe mal estes bitaites (Pimenta no cu dos outros é refresco, eu sei!)!
Depois a quase totalidade das viaturas vendidas foi feita com recurso ao crédito bancário, pelo que tem boa forma de contribuir para a solução - acabe ou limite o crédito automóvel no seu banco!
Terceiro, se há área em que a fiscalidade já ultrapassou o nível de extorsão é precisamente esta. Evidentemente que uma política fiscal e de investimento correta e sustentada, permitiria valorizar o transporte público, mas isso não se consegue instantaneamente - pelo que as pessoas vão continuar a precisar dos carros para poderem viver!

O que teria tido graça no magazine do Gato Fedorento, pareceu-me de muito mau gosto na boca dum banqueiro - que não teve a coragem de defender, por exemplo, o aumento dos impostos sobre a banca!
E aí sim, faria uma boa figura!

Nem os meus heróis me dão alegrias!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Não se arme em super herói!




Inicie já hoje a dieta!
Sabia que a fome é o único fator comprovadamente associado a um aumento da longevidade?
Mas não exagere - o burro do Inglês morreu perto da glória.

Assessorias - suas senhorias, o que fazem com o meu dinheiro?



Veja aqui, uma listagem de consultorias jurídicas, por adjudicação direta, de organismos públicos com sociedades de advogados!

Só com a firma Sérvulo Correia e Assoc., a Administração da Região Hidrográfica do Norte, IP contratou, num dia, 1 591 000€ de consultoria, em quatro contratos.
Curiosamente a mesma firma responsável pela elaboração (em prestação de serviços) do Código de Contratação Pública, que ao abrigo do Simplex dispensa o Concurso Público para estas adjudicações...
Mesmo que o Tribunal de Contas tenha agora considerado ilegais tais procedimentos, as consequências vão ser provavelmente nenhumas e talvez até justifiquem mais uns pareceres!

Haverá água que justifique tanto parecer?

E dinheiro?
Ah, para isso há o meu, que pelas minhas contas, benignas, o Estado já me fica com 73% do que supostamente ganho (10% de corte salarial, 44% de Irs, 11% de CGA, mais 23% de Iva sobre o remanescente (0,23x0,35=8%)) - isto excluindo impostos especiais sobre os combustíveis, Imposto Automóvel, IMI, álcool, infindáveis taxas: municipais, saúde, ambiente, circulação, audiovisuais, compensação energética.
O que tudo junto atira para lá dos 80% o saque!
Para os Sérvulos, Vieiras de Almeida e que tais legislarem, opinarem, contra-opinarem e complicarem a vida a estes servos!
(Os interessados podem aqui, detalhar as malhas da aldrabice!)

BASTA!

É o PIB! E depois?



Na situação económica em que Portugal se encontra, com um serviço de dívida elevadíssimo, é opinião quase unânime dos economistas que sem um crescimento económico sustentado, traduzido num aumento do PIB, será impossível qualquer recuperação. Claro que consideram que se esse aumento se fizer à custa das exportações será mais virtuoso, mas quase nenhum desvaloriza a importância do consumo interno no alcançar de tão vital desiderato.
Os gráficos, a análise dos números, a ciência económica não deixam margem para dúvidas.

Sendo assim e acreditando eu que a economia é uma ciência do real e não uma divagação onanística, analisei o comportamento de dois amigos meus na passagem de ano, para perceber qual o mais patriota, qual apresentava o comportamento que mais esperança trazia ao país:

João, tem dois filhos, sente-se bem com a vida e é aquilo que se poderia chamar um cidadão pacato!
Vive numa zona rural, próxima da cidade, numa pequena quinta da qual cuida nos tempos livres. Sendo esse o seu hobby principal não tem tempo para ginásios, nem desportos radicais, mas mantém à mesma uma boa forma física. Em contrapartida, consegue ter em casa legumes da sua produção, quase biológica, uma capoeira bem fornecida e lenha suficiente para os rigores do Inverno.
Este fim de ano, combinou passá-lo em casa com dois casais amigos e respetiva prole! Um deles ficou de trazer o vinho, da sua produção, o outro as sobremesas, feitas em casa, da chila, abóbora, ovos que também produzem.
Combinaram dividir as despesas do supermercado, que foram contidas - duas garrafas de espumante, umas passas (porque nozes, avelãs, têm de casa!) e pouco mais - ao todo 30 euros a dividir pelos 3 casais!
Sexta feira à tarde passearam pelo monte com as crianças e tiveram a sorte de apanhar dois quilos de míscaros (um dos amigos é um experiente micologista!) que acompanharam na perfeição os dois galos sacrificados! Durante a noite dançaram, jogaram em conjunto e beberam um pouco mais do que o costume! Sábado mantiveram o passeio de bicicleta programado, já que o tempo esteve agradável. Conversaram, falaram da inevitável crise, mas concluíram que não iriam alterar muito o seu estilo de vida, a menos que ocorresse mesmo uma situação de caos! Os miúdos divertiram-se, eram 7 ao todo e pelas contas feitas em número exato para assegurarem a estabilidade populacional e a garantia duma velhice apoiada! Domingo despediram-se confiantes no futuro, embora apreensivos com o rumo do país!

Rodrigo, com uma idade e rendimento similares a João, é solteiro, moderno e folgasão! Não tem filhos, nem nenhuma relação estável, frequenta o ginásio religiosamente 3 vezes por semana, o que lhe dá uma aparência atlética e saudável, renova o guarda roupa todas as estações, o que o mantém atrativo e desejável,  é espirituoso, agradável e tem um fraquinho por gadgets tecnológicos - smartfone, Ipad e até não resistiu a uma PS3 este Natal, com a qual aumentou a popularidade junto dos sobrinhos.
Depois de muita cogitação decidiu que o mais adequado seria uma passagem de ano no Sul, com um grupo de conhecidos da Marta, que conhecera e de quem ficara amigo nas férias de Verão no Brasil.
Embora o orçamento previsto não fosse muito consentâneo com sua conta bancária - o décimo terceiro já fora, nas compras de Natal, a acabar de pagar as férias de Verão, na entrada para o carro que teve que comprar para aproveitar antes do aumento do IVA - mas com o recurso ao cartão de crédito era exequível. E havia que gozar enquanto não fosse proibido!
Lá abalou para o Sul, na quinta feira (baldou-se ao trabalho na sexta, mas o chefe não foi ranhoso!), e ia dormir em casa da Marta. Jantaram num espetacular restaurante de chefe, que a Marta tinha reservado já há quinze dias e com os cupões de desconto que a Marta conseguira saiu-lhe o repasto em 70 €. Encontraram-se depois num clube com os amigos com quem passaria o ano, beberam, dançaram, assistiram a uma performance e creditou mais 50 € no cartão (desculpem a picuinhice dos gastos, mas isto é um artigo de análise económica!). Antes de deitar fez contas à viagem, ida e volta 750 kms, mais portagens, esquecendo o desgaste da viatura, 150 €!
Sexta feira acordaram tarde, comeram qualquer coisa em casa ( um "brunch" - ó pinta!) e rumaram para o SPA Resort onde iam passar o ano (duas noites, ceia de gala com animação, massagem Thai incluída - 300 €). A passagem de ano esteve bem, fez votos de um 2011 de recuperação económica, aprendeu umas coisas sobre aplicações de capitais com um amigo da Marta, que era broker e que de resto o convenceu que a crise era um estado de espírito, mas não o deles - há aqui alguma crise?- rematou espirituosamente!
Domingo tinham late check-out, dormiu até tarde, abalou satisfeito e no regresso meditou neste fim de ano - passou-o em grande, sem dúvida, na capital as pessoas divertiam-se mais, eram cosmopolitas, fins de semana low-cost em Dublin, Florença, Paris, todos os meses, teria alguam hipótese de se mudar para cá?, a Marta tinha deixado mais ou menos claro, que não lhe interessava continuar este tipo de encontros esporádicos, era o mesmo, mas estava cansado, dormira pouco o fim de semana, tinha o ano todo para descansar  e pensar no assunto ... donde é que saiu este gajo?!, vou bater, aihh!
Acordou com a lâmpada da médica do Inem apontada aos olhos, sim, chamo-me Rodrigo, dois dedos, é Domingo, 2011! Ok, mantém o colar cervical - ouviu dizer! Reagiu, estava bem, levantou-se, viu o carro amolgado, pegou instintivamente no telemóvel, ligou ao Francisco, estava de Serviço na Boa Nova, "anda para cá, senão vais passar horas nos corredores!", assim fez, um TAC craniano e um exame clínico criterioso, permitiram-lhe regressar a casa nessa noite, apenas uma ligeira escoriação na têmpora e um ombro dorido!
Felizmente o seguro contra danos próprios, resolvia o caso - tinha apenas de pagar os 2000€ da franquia e 220 da Clínica.

Vejamos: Rodrigo para além das suas despesas regulares tinha gerado um aumento direto de PIB de 2790 € enquanto que o seu colega João se ficou pelos 10€.

Esqueçam agora toda a história e recebam esta informação sob a forma estatística - variação do PIB, gerado por cada um dos comportamentos!
Claro, e sendo eu um leigo na matéria, imagino que muitos indicadores mais seriam necessários para aquilatar das consequências económicas destes comportamentos, mas não tenho dúvidas que numa análise estatística, numérica, economicista, se concluiria que com muitos Rodrigos este país teria hipóteses de progredir e superar a crise, mas que com Joões não iria lá!

E você acha o mesmo? Acredita que será com economistas-técnicos a comandar a política do país que nos vamos safar?

Um bom ano, a pensar pela sua cabeça!