ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? NÃO SE PÁRAS ESTÁS PERDIDO! Goethe

- ESTOU PERDIDO, DEVO PARAR? - NÃO, SE PÁRAS, ESTÁS PERDIDO! Goethe



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

REVOLUÇÃO OU GOLPE DE ESTADO!?




Revolução =
7. Mudança brusca e violenta na estrutura económica, social ou política de um Estado.
8. Reforma, transformação, mudança completa.

9. Perturbação moral, indignação, agitação.

10. Náusea, repulsa, nojo.

(dicionário Primberan da Língua Portuguesa)



Ando que não posso!
Uma sensação de estranheza que me nasce dos ossos e não é reumatismo!
É impotência! É dificuldade de compreensão do que se está a passar!
Dificuldade de aceitar mas também de reagir, porque não se alcança nitidamente a quem, a quê, com quem!
E foi aí que percebi que estou em plena revolução!
As revoluções não pressupõem tomada violenta do poder, embora seja essa a imagem que imediatamente associamos. Pressupõe, como diz o dicionário, uma mudança brusca e violenta (social, económica, política, cultural).
E isso estamos a viver! O poder foi tomado não pela violência, mas pela mentira (prometeu-se a não subida dos impostos e a redenção do Estado e veja-se o que se tem!).
Os atuais revolucionários estão descaradamente a soldo de interesses estrangeiros, não se tendo coibido mesmo de pôr no mais importante e determinante cargo do governo um seu funcionário.
Aquilo que se avizinha não é só um empobrecimento generalizado - é uma alteração radical da estrutura social! Haverá uma elite ligada aos oligopólios e às empresas do regime, uma minoria de remediados (ex-classe média alta) e uma multidão de pobres.
O atual governo revolucionário só encontra algo que lhe seja comparável, na história recente do país, no Conselho da Revolução de 1974-5 (embora de orientação política diversa) - desprezo pela legislação existente, pelos direitos adquiridos sociais e económicos, intolerância pelas ideias diferentes, vontade de impor uma nova Ordem!
Curiosamente o dicionário também faz significar a revolução de "náusea, repulsa, nojo". Eu que noutras circunstâncias teria dificuldade em compreender estes significados, concedo aqui que são estes atributos que melhor espelham o que sinto pela atual revolução.
Mas poderá uma revolução manter-se sem apoio popular? 
A revolução de abril conquistou esse apoio, tendo evoluído dum golpe militar para um movimento popular!
Têm os atuais revolucionários esse apoio?
Ou trata-se de um golpe de estado (sim, porque o veridito eleitoral foi alcançado em pressupostos antagónicos à prática atual!)?
Um golpe de estado, sem apoio popular, ou falha ou desemboca numa ditadura!
Que teremos?

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Harém reduzido!

Zangam-se as comadres sabem-se as verdades!
Mal agradecido, despediu a menina!
Então a menina pôs a boca no trombone!

O reverso da medalha! (Pantominice falhada!)

O milagre económico anunciado por Gaspar naquele dia ENORME - Portugal tinha regressado aos mercados, sabe-se agora, foi feito com a cumplicidade da banca portuguesa e ao que parece da segurança Social. Isto é a situação de Portugal não aliviou, apenas foi transferido o risco do Estado para a banca.
Veja-se agora que os malabarismos empaleiam (ainda?) um povo pouco culto mas não os mercados!

Progresso tecnológico!

Uma funcionária do Hospital de Braga comentou no facebook, a propósito de um ridículo código de conduta aprovado:

"Está provado cientificamente que as bactérias aderiram às teorias do Feng-shui e, como tal, são fortemente atraídas pelas cores "vivas" ou "fortes", por isso o verniz, meus amigos, só transparente ou perolazinha, muito discreto", ironizava. Na mesma publicação, aponta outros problemas de funcionamento do hospital de Braga, como o facto de haver "doentes na Ágora sentados num muro (expostos) ao frio e a correntes de ar" e doentes "que fazem mais de duzentos metros a pé, à chuva e ao sol, para chegarem à entrada principal" do hospital. 
Foi entre colegas que a trabalhadora em causa comentou a inexistência de armários para os funcionários guardarem as roupas durante o período de trabalho. 
"Quando há, são os mesmos de onde retiram as fardas que usaram nos seus afazeres profissionais", apontava a funcionária, que pediu para manter o anonimato. No mesmo comentário, esta profissional de saúde critica o facto de a administração do hospital não ter em conta esta questão higiénica, mas ter publicado um regulamento que limitava o uso de vernizes para unhas, entre outras determinações.

Este desabafo valeu-lhe a instauração de um processo disciplinar, que segue o seu curso!


Antigamente, os comentários na mesa do café eram denunciados pelos bufos à Pide!

Vejam como progredimos tecnologicamente!

Mudanças!

Enquanto a ciência não consegue dotar um dos membros dos casais homo de umas gónadas do outro sexo, os tribunais dão uma ajuda!

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Tudo se paga!, mas não tenho de ser eu!


cópia do último post d´ "o futuro é agorai" , blog oficial da candidatura de pedro passos coelho à liderança  do psd. 
filipa martins, recente contratação como colaboradora/especialista da sec. estado da cultura, era a sua mandatária para a juventude!
isso não lhe retira qualquer mérito que possa ter. o que eu não estou disposto é a que me aumentem impostos, para pagar favores!

DOMINGO, 1 DE JUNHO DE 2008
Um novo ciclo
Com estas eleições directas, um novo ciclo se abriu na vida do PSD. Um ciclo, espera-se, que devolva um PSD forte e combativo ao serviço de Portugal.

N'O futuro é agora, estamos orgulhosos do papel que a campanha de Pedro Passos Coelho desempenhou no PSD. E estamos também - porque não dizê-lo - orgulhosos do papel que este blog desempenhou no debate de ideias que o PSD lançou na sociedade portuguesa.

Este blog acaba aqui. Mas o espírito que aqui se criou perdura. 
Até sempre,




 
Com esta escolha, Pedro Passos Coelho marcou, uma vez mais, a diferença perante as outras candidaturas. Conheço os mandatários para a Juventude das candidaturas de Pedro Santana Lopes e Manuela Ferreira Leite e não vou discutir e analisar as suas capacidades. 
assina  Rodrigo Saraiva in Câmara de Comuns


Produção de eventos!




Somos além do mais um país maldizente!
E porque quando alguma coisa corre bem, há que ter coragem para a elogiar, sinto-me obrigado a fazê-lo face à generalizada ingratidão dos comentadores nacionais!

Francisco, o secretário sem ministro, sentindo que o país mergulhou numa onda depressiva, que não ajuda em nada à superação da crise, depois de consultar a sua recente adviser privativa, Filipa - e até para que não se diga que não merece os 2950 euros mensais atribuídos - decidiu que tinha de aproveitar a comemoração da implantação da república, para aparecer e promover um evento libertador, que ficasse na memória de todos e deixasse saudades do feriado que o Pedro resolveu extinguir.
Aficionado dos Monty Python e ao abrigo do seu atual estatuto de influente homem de estado, contactou através da assessoria cultural da embaixada portuguesa em Londres, John Cleese para produzir o evento, que deveria fazer esquecer a imagem cinzentona que lhe está associada.
Cleese considerou o desafio apaixonante, mas impôs como condição: fazê-lo sob anonimato, já que sabendo que tem no governo português, na pessoa do ministro das finanças, um concorrente imbatível, não duvidou que por mais que a celebração corresse bem, dificilmente igualaria o nível das suas conferências de imprensa, que antecedem os grandes eventos futebolísticos nacionais.
Daí que a troco de um livre trânsito vitalício nas receções da embaixada portuguesa, famosas pelos seus croquetes e pastéis de bacalhau, acedeu a gizar as linhas gerais do evento.
A primeira ideia foi fazer desaparecer um dos intervenientes mais importantes (nisso o Pedro conseguiu mesmo introduzir uma nota de humor suplementar - "já que toda a gente se queixa de falta de coesão no governo, não era giro eu faltar para ir a uma reunião do grupo da coesão?").
Depois sugeriu que cerimónia decorresse num espaço fechado, para simbolizar a situação encurralada em que se encontra o sistema político ("sim, sim num pátio, exultou o Xico, tipo - o governo preso no seu labirinto - dá um pendor borgesiano ao evento!"; o Pedro discordou "não convém nada agora lembrar o Borges, só dá chatices!"; "não, não é esse! É o cego!"; "Ah!" embatucou o Pedro).
Depois de orquestrado este enquadramento, Cleese propôs um número forte de ironia provocatória.
A sua sugestão foi tocar-se o Das Lied der Deutschen (A canção dos alemães) em vez da portuguesa, mas aí a Filipa teve uma ideia ainda mais genial -"porque não hastear a bandeira ao contrário, que significa que estamos em território ocupado? - "Ah grande Filipa, muito mais subtil!!".
Para finalizar, duas performances "espontâneas": uma tipo vaudeville - por exemplo "uma portuguesa classe média a exprimir o seu desespero, tipo "Les Misérables" ( o que dava uma nota de participação popular) e uma mais Brechtiana - uma cantora lírica a interpretar um trecho de Kurt Weil, talvez a ópera dos três vinténs, a remeter para a situação dos portugueses a esmolar os alemães.
Mais uma vez Filipa revelou ser uma escolha acertada - " e porque não Lopes Graça! É português, a esquerda vai adorar e evita estar sempre a lembrar os alemães!".
Pedro ainda tentou - "e porque não a Marisa, como daquela vez que cantou o hino na assembleia?". Aí o Francisco não deu hipóteses - "Calma que não tenho orçamento para isso e da outra vez correu tão mal, que ainda pode dar para a cerimónia acabar em violência"!


O resto é sabido! Tudo correu pelo melhor! Nunca um 5 de outubro foi tão falado!
Até o Seguro já prometeu repor o feriado!

Do que ninguém estava à espera é que o Paulo mandasse a embaixada de Londres retirar o livro trânsito a Jonh antes mesmo de entrar em vigor - "Faz parte do burlesco da situação, em Portugal deixou de haver direitos adquiridos!" - proferiu com o seu sorriso de hiena.

Doente crítico!


Face a doente crítico, um bom médico sabe que a emergência é inverter a degradação clínica do paciente e criar uma entropia de recuperação.
Quer isto dizer que por exemplo para um doente agónico em falência multiorgânica, o clínico não estabelece um calendário de recuperação em 48 horas. A sua expectativa é que dois dias depois os parâmetros biológicos estejam um pouco melhores, de forma a que surja esperança que essa melhoria prossiga paulatinamente. Seria completamente insano esperar que em dois dias este doente muito grave, já pudesse estar restabelecido e pronto para regressar a casa!
Claro que há médicos "entusiastas" que estabelecem um programa tão agressivo, com repetição de exames a cada hora, mudanças bruscas de terapêutica, antes mesmo delas terem tempo de surtir efeito, que o mais habitual é o paciente não resistir a tal desnorte e empenho.
O mesmo se aplica à condução da política de um país!
( A discussão epistemológica sobre se é lícito a aplicação de conceitos de medicina à realidade social e económica, fica para outra altura. Contudo, o que eu aqui recruto. é o conceito de bom senso na condução de estados críticos!).
Uma situação de descompensação multisectorial, resultado de desequilíbrios gerados ao longo de muito tempo, implicam uma abordagem cautelosa, alterando a tendência de agravamento, mas não pretendendo ter tudo resolvido em tempo recorde. E isto, fundamentalmente, porque é impossível - em vez de se ter um sucesso, ter-se-á o óbito do paciente, "que não aguentou a cura!".
Saber isto e mais importante ter serenidade e sabedoria para aplicar isto, implica experiência, conhecimento profundo da realidade e desapego ao aplauso fácil (seja do país, seja dos "professores" - o tal síndrome "bom aluno").
O bom aluno não é aquele rapazinho (ou rapariguinha) que é muito certinho nas aulas, tem um caderno perfeito com todos os apontamentos e carrega a pasta ao sr. professor.
O bom aluno é aquele que chega aos exames e tira boas notas (sem copiar!). E que aprendeu para a vida os conhecimentos importantes que lhe irão permitir um desempenho profissional e social de sucesso.
Com um governo de choninhas - de que o menino Moedas é a face mais emblemática - poderemos ter esperança de nos mantermos algum tempo no quadro de honra, mas na pauta final iremos ter o nome a vermelho!
Tal como em Medicina há o direito a uma segunda opinião, também o País tem esse direito! O logro de que não existem alternativas, é isso mesmo - uma mentira, de quem tem medo dessa segunda opinião!
Não podemos ver-mo-nos a morrer, ter-mos a certeza que vamos morrer e não sermos capazes de mudar de médico!
Nestas ocasiões é costume pedir-se a colaboração de alguém mais experiente, mais sensato e ponderado e com provas dadas de sucesso!
Esperemos consigamos encontrar alguém com esse perfil!

domingo, 7 de outubro de 2012

Petição pública



Ajudem-me os juristas que eventualmente passem por aqui: será possível através de uma petição pública requerer a avaliação clínica destas personagens com vista a retirar-lhes a idoneidade para exercício de cargos públicos, antes que destruam irreversivelmente o país?
Falo a sério!

Saca aí dum assento!




Designer: Orla Reynolds

JPP, o cronista mais lúcido da atualidade política

Vale a pena a leitura aqui e aqui!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Europa



La Notte, Michelangelo Antonioni, 1961

A Oeste nada de novo ...


Veja-se como em cada legislatura se propõe e se discute uma das poucas questões graves de que o parlamento ainda se ocupa. Referimo-nos à coisa a que, no calão oficial em que tem degenerado a língua pátria, se chama — a questão da fazenda.
Reunidas as câmaras e aberto perante elas o orçamento do Estado, começa-se invariavelmente por constatar, num trémulo elegíaco de sinfonia fúnebre, que continua a existir o déficit. Cada um dos três governos a quem a coroa alternadamente adjudica a mamadeira do sistema encarrega-se de explicar aos taquígrafos essa ocorrência — aliás desagradável, cumpre dizê-lo — mas de que ele, governo em exercício, não tem a culpa. A responsabilidade cabe ao governo transacto, bem conhecido pelos seus esbanjamentos e pela sua incúria.
Para cada um desses três governos sucessivamente encarregados de trazerem o déficit ao regaço da representação nacional, o governo que imediatamente o precedeu nesse mesmo encargo é o último dos imbecis.
Tal é o conceito formidável em que cada um dos referidos três governos tem os outros dois!
A coroa pela sua parte — e é este o mais augusto do todos os seus privilégios — é sucessivamente da opinião de todos os três ministérios; e depois de haver retirado, com sincero nojo, a sua confiança aos imbecis do grupo n.º 1, n.º 2 e n.º 3, a coroa torna a restituir a citada confiança, com uma efusão de júbilo tão sincero como o nojo anterior, a cada um dos grupos de imbecis já referidos mas colocados cronologicamente em sentido inverso daquele em que estavam, ou sejam, por sua ordem, os imbecis n.º 3, n.º 2 e n.º 1.
Trocadas as descomposturas preliminares sobre a questão da fazenda, decide-se que é indispensável, ainda mais uma vez, recorrer ao crédito, e faz-se um novo empréstimo. No ano seguinte averigua-se por cálculos cheios de engenho aritmético que para pagar os encargos do empréstimo do ano anterior não há outro remédio senão recorrer ainda mais uma vez ao país, e cria-se um novo imposto.
Fazem-se empréstimos para suprir o imposto, criam-se impostos para pagar os juros dos empréstimos, tornam-se a fazer empréstimos para atalhar os desvios do imposto para o pagamento dos juros, e neste interessante círculo vicioso, mas ingénuo, o déficit — por uma estranha birra, admissível num ser teimoso, mas inexplicável num mero saldo negativo, em uma não existência, — aumenta sempre através das contribuições intermitentes com que se destinam a extingui-lo já o empréstimo contraído, já o imposto cobrado.
Assim como os alforges dos antigos pobres das feiras e das extintas ordens mendicantes, o déficit tem dois sacos, um para diante outro para trás, ambos destinados a receber o vácuo. Num dos sacos mete-se a dívida flutuante, no outro mete-se a dívida consolidada. De quando em quando há um relâmpago de júbilo, porque parece por um momento que o alforge do déficit está vazio, isto é, que está sem vácuo dentro: é a dívida, que se achava em estado de flutuação no saco da frente, que passou no estado de consolidação para o saco de trás.
A alegria fugaz mas intensa que provém da ilusão desta gigajoga vale o dinheiro que custa, mas custa sempre alguma coisa, porque de todas as vezes que eles mexem na dívida, seja para o que for, mesmo para a mudar de saco, ela cresce.
Pela parte que lhe respeita o país espera. O quê? O momento em que pela boa razão de não haver mais coisa que se colecte, porque estará colectado tudo, deixe de haver quem empreste por não haver mais quem pague.
No entanto o problema de aumentar a riqueza — único meio de prover aos encargos — é considerado como absolutamente estranho à questão da fazenda. E todavia nem toda a gente ignora que a riqueza não aumenta senão pelo desenvolvimento progressivo do trabalho e que este se acha ligado aos progressos da indústria. (...)

Ramalho Ortigão
«As Farpas» (Vol. 6) - Junho de 1882

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Que fazer?




Desde Julho de 2004 que Portugal é governado por políticos de alfobre, criados nas jotas (por sinal os três na JSD), que nunca tiveram uma carreira académica (aqui incluído até o curso universitário) ou profissional, autónoma e de sucesso.
O resultado está à vista - muita pose e muito desnorte!
É grave que o país esteja há 8 anos a ser dirigido pelos menos qualificados de uma geração!
A situação desesperada em que nos encontramos não devia pois surpreender!

O atual governo revela incapacidades que julgo inultrapassáveis.
Porém a alternativa disponível, numa lógica democrática, será mais do mesmo.
Seguro, que se apresenta numa pose ponderada e responsável, dizendo aquilo que a maioria do povo gostaria de ouvir neste momento, pese embora a simpatia que transmite, parece fruto da mesma cepa.
Há um ano também Passos Coelho apareceu como uma saída esperançosa para o pesadelo que era o socratismo agónico -  e o desespero leva sempre o povo a entregar o poder nos braços dum prometedor bem falante!

Que saída nos resta então?

Não fora o azar perseguir este povo (soa bem!?), poderia haver a solução presidencial.
Uma espécie de suspensão da democracia preconizada pela MFL, com um senador respeitado e experiente a conduzir os destinos do país, por um período que permitisse à sociedade renovar os partidos, refletir sobre o sistema, enquanto atravessássemos a tormenta da crise, liderados por alguém sem vaidades, nem favores para satisfazer.
Parece idílico? Talvez, mas a Itália está a fazer este percurso, com aparente sucesso.
Mas nós com a múmia a ocupar a cadeira presidencial, temos poucas hipóteses de tal vir a acontecer!

Vamos continuar a abrir os melões e rejeitá-los após a primeira talhada! Ainda não percebemos que vieram do mesmo campo? Haverá no meio deles, o tal apimentado que nos satisfará!?

Sonhar com alguém experiente, justo, empenhado a governar-nos não é pecado, pois não?
E depois, o futuro primeiro sonha-se antes de ser possível vê-lo realizado!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Um ato falhado - a virtualidade dum PM!



Hoje, na penosa entrevista de mais de uma hora do nosso PM, foi evidente a enorme impreparação e incapacidade para a função desta espécie de eterna "jovem promessa" bem falante.
Num determinado momento, que espero tenha sido bem percebido pelos portugueses mais cultos, houve um precioso ato falhado, que resultou, penso, da ignorância do entrevistado e não dum lapso, mas que ainda assim é bem esclarecedora.
Perguntado sobre se não ouviu os parceiros políticos e sociais antes de decidir as medidas, responde - "Acredito na virtualidade da democracia!".
Talvez quisesse dizer virtude, provavelmente pensa que o disse, mas não - expôs ao povo que acredita na democracia, enquanto realidade virtual, mas não como um sistema político que implica regras de comportamento político, mesmo quando se está em maioria.
Aliás é assim que tem feito, esta ex-promessa política que passou com as medidas recentemente anunciadas, ao estatuto de PM virtual dum país bem real, que deixou de acreditar nele!


8 - tapetes de autor



CARGALEIRO, tapeçaria Margal (Arraiolos)

Manuel Cargaleiro passou a infância numa olaria no Monte da Caparica, para onde os pais se mudaram quando tinha apenas dois anos de idade. Ali, começou a fazer experiências com vidros e tinta e adquiriu o gosto pela cerâmica.
Antes de ingressar na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa no ano de 1949, Manuel Cargaleiro tinha sido estudante de Ciências Geográficas e Naturais na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, durante três anos.
A sua obra, fortemente inspirada no azulejo tradicional português, seria também influenciada pelo pintor e ceramista Lino António. A eficaz combinação do azul e do branco e a evocação espacial e arquitectónica converteriam o azulejo no veículo de expressão ideal para Manuel Cargaleiro. 
Os anos de 1980 testemunharam o pleno reconhecimento de Manuel Cargaleiro, enquanto pintor e ceramista. Contudo, tal não o coibiu de explorar outros ramos criativos, tais como a tapeçaria, cujos padrões geométricos sempre o inspiraram.  


Um tapete realizado a partir deste cartão foi comprado em 2010 pela Câmara do Seixal às Tapeçarias de Portalegre por 90 000 Euros.

Nighthawks - did you remember?

Pierre qui roule (Lax, Casterman)
Nighthawks selon Lax.


Primal Zone - Volume 1 (Gabrion, Delcourt)
http://pagesperso-orange.fr/kicswila/clin-oeil/nighthawks_gabrion.png

Liens de sang (Hermann et Yves H., Le Lombard)
Nighthawks selon Hermann.

Billy the Cat - Tome 5 - "L'œil du maître" (Colman et Desberg, Dupuis)
Nignthawks selon Colman.